Política e Cidadania

Dr. Eduardo renuncia ao mandato de vereador e Jackson Machado assume o cargo

Nono candidato mais votado nas eleições municipais de 2016 assume vaga após renúncia do vereador Dr. Eduardo. (Fotos: Hugo Lopes)

Na segunda-feira (8), a Câmara Municipal de Vereadores de São Mateus do Sul promoveu sessão solene para a posse do novo vereador, Jackson Felipe Silva Machado de Lima (PSDB), o qual assume a cadeira do ex-vereador Dr. Eduardo Antonio Fernandes Benedetti Pedroni (PSDB), que renunciou ao cargo na semana passada.

Conforme o regimento interno da Casa de Leis, com a ausência do vereador Eduardo, o legislativo Municipal passa a contar com o suplente da vaga da coligação a qual Eduardo fez parte, tendo como seu substituto, Jackson Machado.

Jackson fora suplente da coligação PSDB/PMB/DEM/PRB onde obteve 693 votos, totalizando 2,69% da porcentagem dos votos válidos. Antes da renúncia de Eduardo, Jackson ocupava cargo de confiança na secretaria municipal de obras, e tomou posse após um ano de gestão dos atuais vereadores. Da mesma base política do prefeito municipal, Jackson afirma que para ele, “é uma honra ser empossado como vereador levantando a bandeira do ex-colega Dr. Eduardo, que lutava pelo hospital e pela saúde de nosso município, mas também trago a minha bandeira em lutar pelas causas da Vila Amaral. Estou aqui para representar todos os munícipes”.

Questionado pela equipe da Gazeta Informativa quanto aos seus objetivos a partir de agora que adentra ao cargo representativo de interesses dos são-mateuenses, o já empossado vereador enaltece, “meus objetivos são muito bons para nossa cidade. Eu como um vereador jovem sei das necessidades que temos em lutar pelo desenvolvimento de São Mateus do Sul, e junto do prefeito, busco a geração de empregos e a educação de nossas crianças”.

A sessão solene da posse do novo vereador, Jackson Felipe Silva Machado de Lima (PSDB) aconteceu dia 8.

A troca das cadeiras

O Legislativo Municipal de São Mateus do Sul sofreu alteração logo na primeira semana de 2018. O vereador Dr. Eduardo era vice-presidente da Câmara Municipal de Vereadores do município, e renunciou ao seu cargo após completar 1 ano de atuação no legislativo são-mateuense. A renúncia fora protocolada e aceita pelo presidente da Câmara, Nereu Edmundo Dal Lago, na tarde de quinta-feira (4).

De acordo com o vereador, o motivo pelo qual levou a solicitar a renúncia de seu cargo foi a escolha em optar pela continuidade de seu trabalho como médico no Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes, onde presta serviços a entidade via recursos oriundos da Prefeitura Municipal, inviabilizando sua atuação como legislador. O novo contrato entre a Prefeitura e o Hospital impede que agentes políticos do município sejam contratados pela casa hospitalar.

A questão desta inviabilidade já vinha sido discutida desde o final do ano passado, mas sem alardes à comunidade que o elegeu nas últimas eleições, num total de 1.071 votos. Seguindo orientações jurídicas, o vereador optou pela renúncia de seu mandato.

Segundo o ex-vereador, “não foi fácil para decidir. Há meses, foi verificado que nos municípios do Paraná houveram proibições do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) em relação a prestação de trabalho do profissional médico se esse tivesse atuação como vereador, caso parecido com o meu, em hospitais que recebem dinheiro público. Todos sabem que aqui em São Mateus do Sul a administração pública repassa através de contrato valores mensais ao nosso hospital. Em cima das informações procurei uma solução que me permitisse continuar atendendo os meus pacientes no hospital e ser vereador”, relata.

 

Então, Eduardo procurou vários advogados em Curitiba, especialistas em gestão pública, mas não encontrou nada com certeza sobre a situação. “A minha preocupação maior sempre foi a continuidade do atendimento aos meus pacientes no hospital e ter a certeza de que principalmente o próprio hospital não teria no futuro complicações jurídicas. Em cima de todos estes fatos e com a plena certeza de que não posso deixar de atender aqueles que precisam da minha atenção no hospital via SUS, e também os meus pacientes tomei a decisão. Outra questão importantíssima é que ao mandar para o hospital o contrato deste ano, no dia 02 de janeiro, a atual administração inseriu no mesmo, uma nova cláusula que não poderia haver agente político (vereador) trabalhando no hospital, fato este que determinou a minha decisão”, explica.

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