Cena do filme “O Auto da Compadecida”. (Imagem Ilustrativa)

Ah a paixão brasileira pelas novelas das nove… Nessa última semana foi o último episódio de “A Dona do Pedaço” que trouxe à tona em seu desfecho a religião e até que ponto vale a pena levantar uma bandeira religiosa do que de fato praticar atos do bem. Foi como se fosse um tapa na cara para aqueles que passam a vida toda atrás de um banco da igreja, mas que na hora de realmente defender e praticar o amor ao próximo se esconde como se a situação não existisse. Vale ressaltar que não estou generalizando.

Sempre fui uma pessoa que respeitou todas as religiões e o modo de doutrina de cada uma delas, desde as tradicionais até as mais alternativas. Sabe, de uns tempos para cá comecei a perceber como o fanatismo de algumas crenças vêm prejudicando as relações sociais entre as pessoas, seja pelos preconceitos, obrigações ou pela luxúria. Se você pisar fora da “caixinha” está automaticamente condenado ao inferno. Mas afinal, Deus é tão extremo assim?

Eu acredito muito na força espiritual e que sim, existe algo superior à nós espiritualmente. Gosto de pensar que em cada passo e decisão que eu tomo, existe algo maior me guiando e principalmente, me protegendo. Sabe, para mim não é necessário ir todo final de semana na igreja para provar a grande fé que eu tenho. Acredito nas pequenas ações do dia a dia. Deus está ali!

Se formos analisar antropologicamente, todo indivíduo racional possui uma crença, seja em Deus ou em si mesmo. A partir do momento que o fanatismo religioso ou pessoal toma conta, a tendência e o domínio se sobressaem. Não precisa justificar tudo que você faz com embasamento religioso tão menos é preciso mostrar às pessoas que você está indo rezar.

Falar sobre Deus e a forma de fé me faz lembrar do filme “O Auto da Compadecida” de Ariano Suassuna, que para mim é uma das melhores obras brasileiras já feitas. Lembra da cena final do filme, em que o próprio Deus aparece como um andarilho? Se és tão religioso, olhe o próximo dessa forma.

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