Por que, para alguns pais, ainda é desconfortável falar com os filhos sobre educação sexual? Seja nas primeiras mudanças durante a puberdade ou o descobrimento do próprio corpo, ainda existe um grande número de adolescentes que se quer ouviu falar sobre cuidados mínimos. Aprender sobre sexualidade não é referenciar a relação em si. Aprender sobre sexualidade na educação familiar e escolar, é um caso de saúde pública.

Quando estamos no descobrimento do nosso próprio corpo, começamos a mudar física e psicologicamente. Confesso que se eu não tivesse uma base familiar responsável nesses quesitos, eu também estaria na lista de pessoas que sente vergonha em conversar sobre esses temas. Com uma mente reclusa, eu me sentiria desconfortável comigo e com meu próprio corpo.

Nesses últimos dias, realizei uma pesquisa com uma média de 150 pessoas, e grande parte se sente mais confortável em conversar com os amigos sobre esses temas do que com os próprios pais. Agora analisem aqui comigo, e se esses amigos também não se sentem confortáveis em conversar com seus próprios pais sobre o assunto, qual poderia ser a base de ensino para que a saúde e prevenção aconteça? É aí que eu me refiro a importância em falar sobre a educação sexual em sala de aula, no início da puberdade e com profissionais capacitados, pois talvez seja o único local em que o assunto seja abordado na vida do jovem.

No momento que a educação sexual torna-se pauta em conversas no âmbito escolar, há pessoas que automaticamente relacionam o tema de maneira imediata ao relacionamento sexual. Na realidade, a educação pautada na sexualidade não age no estímulo e muito menos a atividade em si, ela contribui para que os adolescentes tornem-se conscientes e responsáveis ao terem conhecimento sobre seu próprio corpo e seus direitos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em matéria publicada em janeiro de 2018, a orientação para a sexualidade “ajuda os jovens a se tornarem mais responsáveis em suas atitudes e comportamentos com relação à saúde sexual e reprodutiva”. Em relação a importância dos debates em salas de aula, a Unesco reforça o valor de conversas saudáveis, oferecendo informação e orientação aos jovens sobre a transição da infância para a idade adulta, e os desafios físicos, sociais e emocionais que eles enfrentam.

O Papa Francisco também se pronunciou sobre a educação sexual nas escolas. “Creio que nas escolas é preciso dar educação sexual. Sexo é um dom de Deus não é um monstro. É o dom de Deus para amar e se alguém o usa para ganhar dinheiro ou explorar o outro, é um problema diferente. Precisamos oferecer uma educação sexual objetiva, como é, sem colonização ideológica”, explicou.

Portanto, deixe de lado todo esse medo de falar sobre educação sexual com seu filho ou alunos. O ensinamento é o pilar fundamental para uma boa educação.

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