(Fotos: Divulgação)

Dia 18 de maio é marcado pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O objetivo da mobilização é convocar toda sociedade brasileira para o compromisso de proteger as crianças e adolescentes. A ideia é realizar atividades de mobilização da sociedade com foco na prevenção e meios de buscar ajuda.

Engana-se quem pensa que a realidade de abusos sexuais e atos libidinosos é uma realidade em grandes centros urbanos. Em apenas um ano (levantamento de maio de 2021 à abril de 2022), o Conselho Tutelar de São Mateus do Sul registrou 16 casos envolvendo a suspeita e confirmação de abusos sexuais e prática de atos libidinosos à menores de idade. Os casos foram registrados na área urbana e rural, e estão sendo investigados pelos órgãos competentes.

O Conselho Tutelar informa que o aumento dos relatos de abusos comprovados e supostos abusos tiveram um aumento significativo com a volta às aulas.

Confira o levantamento feito pelo Conselho Tutelar. O que chama atenção é o número de casos de abusos envolvendo vizinhos:

Maio/2021: sem casos registrados.
Junho: sem casos registrados.
Julho: 1 menina abusada pelo avô paterno.
Agosto: 1 menina abusada pelo tio.
Setembro: 1 menino abusado pela avó paterna, e 1 menina menor de idade e o namorado também menor de idade (que se configura a abuso de menor).
Outubro: 1 menino abusado pelo tio.
Novembro: 3 meninas sendo 2 abusadas por vizinhos e 1 pelo padrasto, e 2 meninos abusados pelos vizinhos.
Dezembro: 1 menino abusado pelo vizinho.
Janeiro/2022: 1 menina abusada pelo vizinho.
Fevereiro: sem casos registrados.
Março: 1 menina abusada pelo pai.
Abril: 1 menina abusada pelo vizinho e 1 menino abusado pelo vizinho.

É CRIME! As denúncias dos casos de abuso sexual podem ser feitas no Conselho Tutelar de São Mateus do Sul, situado na Rua João Gabriel Martins, 391, ou por meio da Polícia Militar via 190.

  • Mudanças bruscas de comportamento sem explicação aparente.
  • Mudanças súbitas de humor, comportamentos regressivos e/ou agressivos, sonolência excessiva, perda ou excesso de apetite.
  • Baixa autoestima, insegurança, comportamentos sexuais inadequados para a idade, busca de isolamento.
  • Lesões, hematomas e outros machucados sem uma explicação clara ou coerente de como aconteceram.
  • Gravidez na adolescência.
  • Doenças sexualmente transmissíveis.
  • Fugas de casa e evasão escolar.
  • Medo de adultos estranhos ou conhecidos, de escuro, de ficar sozinho e de ser deixado próximo ao potencial agressor.

Além disso, é essencial considerar:

  • A existência de um ou mais sinais nem sempre indica, com precisão, que uma criança ou adolescente sofreu violência sexual. Cabe aos órgãos encarregados da investigação apurar se houve, de fato, ou não a agressão.
  • A identificação precoce da ocorrência da violência é fundamental para mudar a situação e dar atenção às pessoas envolvidas.
  • Esse é um fenômeno presente em todas as classes sociais e composições familiares, contrariando mitos de que a violência doméstica e sexual ocorre apenas em famílias pobres e que fogem do chamado formato padrão de família.

Com informações de Cláudia Burdzinski/Portal RDX

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