(Acervo Casa da Memória)

A iluminação pública foi importantíssima para as cidades, em virtude do crescimento da urbanização. A energia elétrica, ao acionar máquinas, iluminar cidades, casas, fábricas, permite um acréscimo de valor em tudo que alcança. Essas mudanças alteraram para sempre o modo de viver das pessoas, em São Mateus do Sul isso não foi diferente.

Na fotografia temos a imagem de uma máquina e quatro pessoas. Três homens adultos e um menino. A foto mostra um ambiente interno com paredes de madeira. Quem são as pessoas? Que máquina é essa? Quando a fotografia foi tirada? Por quem? Ainda, quem é o autor da imagem? São perguntas que podemos fazer diante de uma fotografia para nos aproximarmos de uma interpretação da imagem. Nesse caso, temos algumas informações que nos auxiliam nessa tarefa. A foto por exemplo, é de uma publicação de 1932 e só uma pessoa foi identificada; também desconhecemos o autor.

O adulto vestido com um terno é Emilio Carlos Prohmann. Ele nasceu em 1875 em Curitiba e veio para São Mateus do Sul em 1901/1902, para a fazenda “Passo do Meio”, à princípio para dedicar-se a erva-mate. Era casado com Emma Emília Morking. Em 1913, Emílio obteve uma concessão para fornecer energia elétrica para a cidade. Montou para isso, uma usina para prestar esse serviço denominada “Dom Pedro”.

Uma máquina a vapor impulsionava um gerador que produzia energia. No ano de 1920 ocorreu um incêndio e a usina foi destruída, mas logo depois foi reconstruída com maior capacidade. Essa usina ficava próximo ao Rio Taquaral e depois do incêndio foi construída perto do Rio Iguaçu.

Emílio Carlos Prohmann foi pioneiro na instalação da luz elétrica no município. A usina ficou sob sua direção até 1946/47, quando passou para outro proprietário e posteriormente para a Prefeitura de São Mateus do Sul. A empresa foi inaugurada em 11 de junho de 1914, há exatamente 105 anos atrás.

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