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O conceito de empatia, todos conhecem: a capacidade de se colocar no lugar do outro, de poder entender o que sente o outro. Mas de nada adianta um indivíduo possuir esse dom desenvolvido se ele não usar essa habilidade para transformar este sentimento em ações.

Também é importante entender que empatia é sinônimo de uma curiosidade comprometida com o respeito. Não deve ser confundida com caridade, pena ou intromissão.

Quando exercitamos a empatia, não devemos buscar nos outros espelhos de nós mesmos. Se fazemos uso dela, deve ser para conhecer as motivações da outra pessoa, entender como ela vê e sente o mundo à sua volta.

Costumamos definir o indivíduo como aquele que possui uma identidade própria que o distingue dos demais indivíduos. Assim, precisamos aceitar que cada um tem sua forma de pensar e de agir e, se pretendemos ajuda-lo ou formá-lo, precisamos primeiro conhece-lo e a partir daí, mudar a nossa própria forma de abordagem, de relacionamento com ele.

Considere que na maioria das vezes não são os outros que precisam mudar, somos nós que temos que nos adaptar à individualidade deles.

A nossa visão, a nossa ótica, não deve ser unidade de medida para avaliar os outros. É natural que nos cerquemos de pessoas com as quais simpatizamos, temos mais afinidade, mas precisamos nos relacionar com aquelas que pensam diferente de nós também. Se nos colocarmos no lugar dos outros, com certeza encontraremos pontos de convergência, de afinidade e a partir daí mudar a realidade de um grupo, por exemplo.

Quem lidera pessoas deve compreender que as funções que delega exigem personalidades compatíveis com as exigências da função e não as que mais agradam ao líder. A busca da pluralidade é uma boa estratégica para formar uma equipe de alto desempenho.

Um líder empático tende a conseguir melhores resultados, justamente por entender e respeitar o pensamento individual. Melhor ainda quando ele usa a sua habilidade empática para apoiar e fortalecer aqueles com os quais se relaciona.

Mas como é que alguém consegue bem exercer a empatia? Eu diria que antes de tentar compreender os outros, é preciso primeiro conhecer a si mesmo, as suas forças, as suas fraquezas, compreender suas emoções. É preciso autoconhecimento.

Questione-se sempre! Entenda o que lhe motiva. Busque novas experiências.

Também procure conhecer o que as pessoas que lhe cercam pensam de você. Não desanime se não agrada a todos. Quando falamos sobre empatia, afirmamos que precisamos ser empáticos e não necessariamente simpáticos. Nem sempre precisamos gostar um dos outros, mas o respeito às posições individuais e profissionalismo são fundamentais. Se for possível usar de simpatia, melhor para todos.

Adnelson Borges de Campos
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