Os Caminhos do Desenvolvimento

Empreender, inovar e incubar projetos

Um primeiro sentido que nos vem à mente quando pensamos em incubadora é o de nos remeter a um ambiente agradável, seguro, com temperatura adequada, que oferece condições necessárias para que vidas sejam gestadas ou que atravessem suas primeiras semanas de vida quando acometidas por alguma fragilidade. Recém-nascidos prematuros normalmente encontram nesse aparato hospitalar todo o suporte para fortalecer seu organismo, e é exatamente dessa função que nasceu o conceito de incubar empresas. Ao oferecer ambientes com estrutura física e todo um conjunto de serviços básicos inerentes à vida de uma empresa, uma incubadora de empresas auxilia no desenvolvimento de novos projetos, justamente no momento em que as dificuldades e a falta de experiência estão mais presentes.

No início deste mês de agosto, tivemos em São Mateus do Sul a apresentação das linhas gerais que norteiam a INTEG – Incubadora Tecnológica de Guarapuava – que nasceu através da criação de uma Agência de Inovação na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste. Os contatos entre a equipe técnica da instituição e entidades locais já vem acontecendo há algum tempo e neste dia lavrou-se a ata de fundação para a criação de uma incubadora local. No caso da INTEG, ela tem como objetivo abrigar empresas inovadoras frutos de projetos de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico vindos da própria universidade, visando a formação de novos empreendedores e novos negócios. Como consequência contribui para o desenvolvimento econômico e social da cidade e região, funcionando como uma ponte entre o universo acadêmico e o mercado, oportunizando a criação de novas tecnologias. Na mesma oportunidade, também esteve presente a equipe técnica da Incubadora SENAI, que tem como foco incubar empresas no ramo de energias renováveis e fontes energéticas, óleo e gás, biotecnologia e nanotecnologia, tecnologia da informação, entre outras. Através de um acompanhamento de indicadores de desempenho nos setores de empreendedorismo, gestão, finanças, mercado e tecnologia, o período de incubação em média é de um ano, sendo dividido em quatro fases denominadas de Arranque, Crescimento, Consolidação e Liberação. No momento da liberação, a empresa já está consolidada no mercado e poderá “andar com as próprias pernas” com forte potencial de sucesso.

Em estudo recente da ANPROTEC – Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores – o segmento de incubadoras de empresas no Brasil gera mais de 53 mil empregos diretos e qualificados, e o seu faturamento ultrapassa a casa dos R$ 15 bilhões. Não restam dúvidas de que o processo de incubação tem papel fundamental no desenvolvimento econômico e social de uma região, pois as taxas de sucesso de empresas incubadas comprovam a sua capacidade de reduzir a mortalidade dos negócios. Sem contar que os empreendimentos apoiados por incubadoras possuem características como o uso de tecnologias e o desenvolvimento de inovações, que nos dias atuais são essenciais para a competitividade e o acúmulo de valor aos bens e serviços produzidos.

Nosso momento é de desafios e com eles, de muitas oportunidades. Empreender, inovar, incubar projetos e transformar realidades, vem aí uma nova São Mateus!

Ingrid Ulbrich
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