Educação e Cultura

Enem terá mudanças e contará com fase geral e específica com área de conhecimento escolhida pelo aluno

Para especialistas, modelo se assemelha aos antigos vestibulares; alterações estão previstas para 2021. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

O Ministério da Educação (MEC) anunciou, nesta terça-feira (20), um novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com previsão para vigorar a partir de 2021. A prova que serve de ingresso para o ensino superior passará a cobrar, no primeiro dia, os conteúdos gerais básicos, previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ainda em construção no Conselho Nacional de Educação (CNE). No segundo dia, o candidato fará um exame de assuntos específicos, conforme a área que ele optar vinculada à graduação que pretende cursar. O formato atual prevê uma mesma avaliação para todos os participantes.

A mudança é um reflexo da reforma do ensino médio, aprovada no governo Temer, que definiu cinco itinerários formativos para ocupar 40% da carga horária dessa etapa escolar: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. A ideia de flexibilização, portanto, deve chegar ao Enem, com o candidato optando pela área da prova específica.

Os campos de conhecimento que estarão disponíveis ao participantes do exame acompanharão o formato dos itinerários, mas ainda não existe um desenho definitivo.

O ministro da Educação, Rossieli Soares, afirmou que caberá ao governo Bolsonaro dar continuidade às mudanças. “Aquilo que é norma deve ser cumprido, como são as diretrizes a partir de hoje homologadas pelo ministro da Educação. Já a construção da métrica da avaliação, a construção real do Enem, vai ficar muito a cargo do novo governo logicamente”, diz.

Rossieli fez o anúncio ao homologar as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. As mudanças no Enem dependem ainda da aprovação da aprovação da Base Nacional Comum Curricular, cujo texto está no CNE. Os conselheiros pretendem aprovar este ano a redação da Base para que o ministro da Educação possa homologá-la. “Aguardamos a comissão (do próprio CNE que cuida do tema) entregar o texto em plenário para que possa haver a discussão”, disse Luiz Curi, presidente do CNE.

Fonte: O Globo

Redação do jornal Gazeta Informativa

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