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Entre rugas, existem vidas!

Dona Maria dos Anjos, vinda de Irati. Felicidade é a palavra que expressa seu cotidiano no Lar dos Velhinhos. (Fotos: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Histórias contadas, aquela receita com cheirinho de casa de vó, um abraço cheio de carinho, uma vida marcada por lembranças e muito cuidado. Com certeza isso fez e ainda faz parte da vida de muitas pessoas, onde afeto e retribuição de amor esta garantindo a continuidade de um ciclo de vida, moldando gerações e fazendo com que o respeito torne-se prioridade.

Seu Antônio Nunes, vindo de São Mateus do Sul, que adora quando uma música começa tocar em seu rádio.

Infelizmente existem muitas vidas repletas de amor e histórias, que sem a oportunidade de compartilhar, não recebem a verdadeira atenção merecida. Esta realidade está presente em inúmeras casas de cuidados para idosos espalhadas pelo mundo, onde a falta de compreensão de muitas pessoas é mal reconhecida em analogia ao envelhecimento.

Um exemplo de demonstração do bem ao próximo em nossa região é o Lar dos Velhinhos localizado na cidade de Rio Azul, uma instituição filantrópica, fundada em 14 de julho de 1984, que hoje conta com 33 idosos vindos de 12 municípios, dentre eles São Mateus do Sul.

O apoio municipal se dá por conta de convênios com a própria prefeitura, que disponibiliza uma verba mensal de 700 reais por pessoa para despesas com medicamentos, higiene e alimentação. O trâmite de formalização com a prefeitura de São Mateus do Sul para renovação do convênio está sendo formalizada e retomada, pois cinco idosos são-mateuenses residem no lar: Dona Maria, Dona Carolina, Seu Antônio, Seu Jorge e Seu Edmund, que presenciam diariamente o cuidado e amor de funcionários e de alguns visitantes da instituição.

Dona Cecília, vinda de Mallet, com um jeito único de demonstrar o quanto fica feliz com uma visita.

O enfermeiro, coordenador e tesoureiro da instituição, Talbian Raony Przybycz, ressalta a importância das visitas e da ajuda que a população são-mateuense tem com o local. “A população de São Mateus do Sul tem ajudado muito, abraçado o Lar e feito muita coisa pela instituição, nós agradecemos todas as iniciativas, apoios e divulgações dos moradores desta cidade”, diz.

O empenho e dedicação de enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais do Lar dos Velhinhos do Rio Azul só comprova a excelente qualidade dos serviços, proporcionando conforto e levando aos idosos a esperança de um envelhecer com dignidade. “Gosto muito de trabalhar aqui, a gente se dedica especialmente para eles”, expressa emocionada, Helena de Oliveira, cozinheira da instituição há 10 anos.

Dona Erondina, vinda de Rio Azul. Uma mulher muito sorridente.

E a retribuição por todo esse carinho se dá por testemunhos dos moradores da instituição. “Aqui tem roupa, calçado, comida, medicamentos e médico pra tudo. Sabe que agora eu estou com muita saúde, graças a Deus. Eles me cuidam em tudo, hoje o que eu puder fazer por eles, eu faço!”, relata contente a moradora Maria dos Anjos, residente há dois anos no Lar.

Na maioria das vezes somos dependentes e presos em uma rotina de compromissos de trabalho e estudos, conciliando a vida profissional com a vida pessoal, que acabam nos afastando de uma visita, de um sorriso, de um carinho e de um abraço. Esquecemos de agradecer as pessoas que fizeram e fazem parte da nossa vida, abandonamos velhos costumes e tentamos buscar tempo em algo instantâneo.

O envelhecimento é um processo constante pelo qual todos nós passamos continuamente, mas a principal condição para adquirir um envelhecer sentindo-se capaz de compartilhar carinho, atenção e amor é buscar em nossa vida cotidiana gestos que nos tragam para o verdadeiro sentido de viver, precisamos estar cientes que indiferente de idade, toda vida é uma vida!

Faça uma visita e compartilhe do mesmo amor que será retribuído, o Lar dos Velhinhos do Rio Azul está situado na Rua Campolim José Ribeiro, Rio Azul (PR). Contato: (42) 3463-1365.

Em cada ruga, uma história!

Seu Tarcísio, vindo de Mato Costa (SC). Alegria é a palavra que define o que ele sente quando começa contar suas histórias.

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