(Imagem Ilustrativa)

O mundo de hoje é melhor para se viver? Vamos voltar um pouco no tempo. Estamos na época da Segunda Revolução Industrial, onde incorporamos um pouco mais de tecnologia ao nosso dia-a-dia. Agora imagine que você é o importante dono de uma fábrica de automóveis, um dos homens mais ricos do planeta.

Pense agora nos recursos aos quais ele tem acesso. Como é a medicina que ele pode comprar? Qual é a sua expectativa de vida? Quais as facilidades que ele tem para se locomover a grandes distâncias? Que variedade de alimentos ele tem à sua disposição? Qual o volume de informações que ele dispõe para sua tomada de decisões? Quantos filmes ele assistiu na vida? Quantos livros estão disponíveis para a sua escolha?

Hoje, nossas crianças, com certeza, têm mais acesso aos mais diversos tipos de recursos que esse milionário do início do século XIX tinha. Têm muito mais informações sobre o que acontece no mundo que o presidente americano George Bush tinha nos últimos anos da Guerra Fria.

Embora o mundo ainda apresente muita desigualdade, muitos indicadores confirmam que melhoramos com o passar do tempo, mas insistimos que as coisas vão mal. Talvez isto esteja associado ao nosso modelo mental de enxergar o mundo.

Vejamos alguns fatos e dados do último século. A longevidade humana mais que dobrou, enquanto a mortalidade infantil caiu a menos de 10% do que apresentava há 100 anos. Além disso, as taxas de analfabetismo também despencaram em todo o mundo, enquanto o PIB per capita mundial triplicou.

Há algumas semanas abordei a questão da visão que a maioria da mídia tenta nos mostrar. Muitos veículos de informação ainda insistem na máxima de notícia ruim é que vende jornal. Se aceitamos esse paradigma é porque falhamos em nosso sistema educacional. Nos deixamos influenciar pelo nosso paradigma ancestral do medo, de correr ao menor sinal de perigo.

Então, para tornarmos o mundo ainda mais, precisamos modificar a nossa forma de enxerga-lo. Se todo o nosso esforço for no sentido de melhorá-lo, isso vai acontecer. A tecnologia está nos ajudando a mudar a nossa visão de mundo. Poucos recursos são realmente escassos. A maioria deles é apenas inacessível hoje.

Imagine a cozinha da sua casa. Com certeza ela tem uma panela de alumínio. Mas não foi sempre assim. Embora o alumínio seja um dos metais mais abundantes no mundo, no passado não havia tecnologia barata para separa-lo, por exemplo, da bauxita.

Vamos então fazer uma analogia com a água. Somente 0,5% da água do mundo é potável e tememos que ela falte. Mas dois terços da superfície do nosso planeta são recobertos por água: Terra, Planeta Água. Então, o que precisamos é de tecnologia barata para dessalga-la ou limpá-la. Em breve teremos.

O mesmo vale para os alimentos. Ainda podemos evoluir muito na produtividade, redução de desperdício e na minimização dos custos de seu transporte. Alimentaremos o mundo, com boa qualidade, mesmo com o aumento da população. Só precisamos mudar a forma como os produzimos e já há tecnologia para isso e ela vai evoluir exponencialmente nos próximos anos.

Os defensores da teoria da abundância afirmam que, nas próximas décadas, teremos nove bilhões de pessoas com água limpa, alimentos nutritivos, moradia acessível, educação personalizada, assistência médica de primeira e energia abundante, barata e não poluente. Tudo graças a tecnologia.

Precisamos aprender a viver neste novo cenário, mantendo os pés no chão, definindo formas de controle, mas precisamos semear uma visão positiva para a vida. Nas próximas colunas abordaremos mais desse tema.

Adnelson Borges de Campos
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