Prismas

Escrevendo

(Imagem Ilustrativa)

Como tenho feito as minhas tentativas de conquistar leitores, algumas pessoas me abordam e me dizem que gostariam de escrever, pois tem histórias para contar, opiniões a emitir. Me perguntam o que devem fazer. A resposta pode parecer óbvia, mas é “escreva”.

Como tenho feito as minhas tentativas de conquistar leitores, algumas pessoas me abordam e me dizem que gostariam de escrever, pois tem histórias para contar, opiniões a emitir. Me perguntam o que devem fazer. A resposta pode parecer óbvia, mas é “escreva”.

Num primeiro momento é só você e uma folha de papel ou uma tela de computador, numa relação íntima e geralmente privada. Escreva sem medo. Deixe aquilo que ocupa sua mente fluir.

Não se preocupe com a forma, com a gramática ou qualquer outro detalhe nas primeiras vezes. Apenas experimente, sinta o prazer de ver o seu pensamento e sua criação estampar a página em branco. Deixe para aprender técnicas depois. Também pense que você construirá seu próprio estilo.

Antes de escrever para os outros, escreva para você. Pratique, estude, aprenda e, sobretudo, leia muito. Mas se quer escrever, leia diferente. Tente perceber a forma do texto, a construção da narrativa, o exercício dos diálogos e o estilo do autor. Não tenha vergonha, volte a estudar a gramática básica, se necessário. Talvez você não se lembre, mas a professora do seu quinto ano muito provavelmente lhe ensinou a diferença entre os diversos tipos de narrativa como contos, romances, crônicas, fábulas, entre outras. Também lhe falou das diferenças e complementos entre a prosa e poesia.

Admiro quem consegue escrever de tudo, mas tenho que reconhecer minhas limitações e eu tenho bastante dificuldade com a poesia. Pode ser que você consiga se dar bem com a maioria dos estilos. Para saber qual se adapta mais a você, mais uma vez, experimente.

Eu sempre gostei de escrever. Fiz boas redações na escola, compus muito numa antiga tipografia, escrevi razoáveis textos acadêmicos, redigi muitos relatórios técnicos, preparei muita correspondência. Mas havia experimentado pouco os textos de ficção, até o dia que resolvi participar de um primeiro concurso de contos.

Reconheci a minha ao menos parcial ignorância e fui pesquisar o que era um conto, quais as “regras” para se escrever um. Li alguns, de autores consagrados e de escritores que estavam dando os primeiros passos também.

Depois que você começar a gostar um pouco dos textos que escreve, se possível, compartilhe com alguém. Uma crítica é sempre bem-vinda para quem está começando. Aceite-as.

Há três pontos, entre outros, que julgo fundamentais que um escritor considere. Primeiro, não existe texto perfeito. Cada vez que você olhar para o seu texto, o verá com outros olhos e o revisará. Precisará descobrir qual o momento certo para finalizá-lo e o terá que fazer, sem culpas. Segundo, não há texto ou tema que não tenha sido escrito ou abordado ainda. O que muda é a forma de escrevê-lo. Terceiro, nunca desista de um texto. Se precisar, por acreditar que ainda não tem qualidade, deixe-o de lado por um tempo. Vai descobrir o momento certo de retomá-lo e ajustá-lo.

Não me considero tão experiente assim, mas tomarei a liberdade de abordar a escrita em futuras edições desta coluna. Se achar que posso ajudá-lo na experiência de escrever, me mande um e-mail. Se eu não tiver a resposta, vamos juntos busca-la. Se você já tem mais experiência escrevendo, quem sabe possa dividir um pouco da sua comigo. Até uma próxima edição!

E-mail: adnelsoncampos@gmail.com

Adnelson Borges de Campos
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