Sistema de monitoramento da qualidade do ar da Petrobras instalado em São Mateus do Sul, com local definido junto ao órgão ambiental do estado. (Fotos: Gerência de Imprensa da Comunicação Institucional)

Numa reportagem anterior – há duas semanas – publicamos o esclarecimento da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) em São Mateus do Sul sobre suposto mau cheiro. A empresa informou que possuí um equipamento que monitora a qualidade do ar. Inclusive deixando os dados disponíveis e que não apresenta nenhum índice acima dos padrões desde sua instalação, com o sistema ligado permanente.

“Lembramos que a SIX possui estação de monitoramento da qualidade do ar instalada na cidade, com disponibilidade de informações em tempo real para o Instituto Água e Terra (IAT – antigo IAP), que foi informado sobre essa parada de manutenção.” Esta citação foi parte da nota da gerência de imprensa que causou interpretação errada na redação. Foram desligados equipamentos da SIX, mas não os que monitoram o ar.

Local e definições

Em nova nota, após o contato da reportagem e esclarecida a situação de que o monitoramento estava funcionando há duas semana, a estatal informa detalhes sobre este sistema. “A qualidade do ar em São Mateus do Sul é monitorada de forma contínua pela Petrobras via estação de monitoramento instalada na região central da cidade, mais especificamente no terreno do Posto de Saúde da Vila Prohmann”.

Ao todo são 26 estações similares que a companhia mantém em funcionamento no Brasil. A localização, em São Mateus do Sul, foi definida há dois anos, segundo a empresa. Sendo “em conjunto com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP)”, atual IAT. O equipamento permite obter “dados em tempo real das características do ar de uma região urbanizada do município”, explica a empresa.

“Os dados obtidos são disponibilizados em tempo real ao IAT e são acompanhados pela equipe de Meio ambiente da SIX”. De acordo com a empresa, até 2018 a estação ficava na SIX, “entre a área industrial e uma das áreas de mineração recuperadas”. Neste local ficou por seis anos e era “condicionante da licença de operação da Unidade”, segundo a Petrobras.

Sua localização era bem estratégica, pois levava em conta estudos que indicavam a direção predominante dos ventos, bem como “o cálculo relativo à dispersão da chamada ‘pluma’, ou seja, a nuvem que poderia ser formada com as emissões naquele local”. Este ponto interno, na SIX, servia para monitorar, com maior probabilidade, a concentração destas emissões de possíveis odores.

Desde então não existe nenhum registro de “emissões acima dos limites legais em São Mateus do Sul”, segunda a gerência de comunicação. A nota destaca que toda a operação da unidade segue as “legislações ambientais, à política e diretrizes da Petrobras de Segurança, Meio ambiente e Saúde (SMS) e de acordo com as melhores práticas operacionais, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável”.

Formas existentes

Segundo a estatal, também existem outras formas de monitoramento de emissões atmosféricas aplicadas na SIX. Estas são “voltadas para o levantamento de dados específicos, de fontes fixas, em todas as chaminés da Unidade. O monitoramento das emissões da SIX acontece desde a década de 1990”. Isso tudo respalda decisões mais precisas da companhia. Tanto no campo da prevenção quanto no controle ambiental.

“Com as informações relativas às suas emissões atmosféricas, a Petrobras pode adotar uma série de decisões de prevenção, controle ou abatimento de emissões, seja otimizando processos, desenvolvendo e aplicando novas tecnologias ou estabelecendo novas metas e limites internos mais rigorosos”, informa a nota da empresa. Este sistema de monitoramente fomenta o respaldo técnico para isso.

Neste contexto justificando que o aparelho garante o que nível de emissões se mantenha em patamares adequados ao que prevê as leis ambientais. Ao passo que, também, torna possível a fiscalização mais precisa destas informações coletadas pelo sistema de monitoramento, com livre acesso aos dados por parte do Instituto Ambiental. Dando este respaldo técnico para a manutenção da qualidade do ar.

Sidnei Muran

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