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Ex-professores do Colégio Integral emitem nota sobre a atual situação da instituição

(Foto: Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

Procurando a Gazeta Informativa, ex-professores do Colégio Integral manifestaram uma nota de esclarecimento sobre as reinvidicações manifestadas no final do mês de maio.

Acompanhe na íntegra a nota:

É de conhecimento público e notório as dificuldades em que o Colégio Integral vinha passando desde o mês de maio do corrente ano, havendo diversas notícias veiculadas nos sistemas de informação de nossa cidade sobre o assunto. No entanto, existem fatos severamente distorcidos e que estão vindo em desfavor dos ex-professores da instituição de ensino, motivo pelo qual se faz necessária a publicação da presente nota. Assim e de forma preliminar há de ser ressaltado que a instituição de ensino, como a própria proprietária deixa claro em cada uma de suas manifestações públicas, encontrava-se em dificuldades financeiras há tempos e que não estava honrando com os salários de seus funcionários de forma condizente. No ano de 2017, os professores procuraram a proprietária solicitando uma solução para os atrasos e falta de salários, sendo efetuada proposta pela mesma, a qual vinha sendo cumprida parcialmente pela mesma até o mês de dezembro de 2017. No entanto, o ano letivo de 2018 iniciou-se com os professores sem o recebimento do salário do mês de agosto de 2017, 13º salário e férias, bem como com o pagamento do salário do mês de janeiro de 2018 com pelo menos 15 dias de atraso e de forma parcial, o que continuou a acontecer até o mês de abril, quando então, surgiu a notícia da possibilidade da venda da escola (fatos noticiados pela proprietária e diretora). No mês de maio, a venda foi igualmente anunciada pela proprietária, primeiramente aos pais de alunos, durante as apresentações de dia das mães, quando despediu-se dos mesmos e confirmando a venda da escola e seu desligamento definitivo após o dia 16 de maio. O mesmo ocorreu com os funcionários, que foram convocados para uma reunião no dia 11 de maio, as 17:30 horas, com o assunto “mudança de direção”(sobre os fatos existem vídeos de pais e o e-mail convocatório dos funcionários). Diante da notícia, aliado ao fato de que, na negociação haviam sido inclusos os pagamentos de salários em atraso, os professores continuaram em sala de aula. No entanto, por motivo desconhecido, a proprietária continuou a negociar a escola com diversas pessoas e criar empecilhos aos primeiros interessados, o que fez com que estes desistissem da compra. A partir daí, sem expectativa de pagamento os professores e funcionários, nos dias 24 e 25 de maio, efetuaram uma paralisação de suas atividades, devidamente documentada e comunicada ao sindicato responsável, a qual foi apoiada pelos pais de alunos, na tentativa de que a proprietária se manifestasse quanto a continuidade da escola. No dia 28 de maio (segunda-feira) reuniram-se professores, pais e a proprietária para negociações, quando houve proposta da formação de uma comissão de pais para tentativa de cobrança de inadimplentes e caso houvesse pagamento destes, a reposição salarial dos professores, que foi rejeitada, ante a inviabilidade da proposta na forma exposta. No dia 29 de maio, pais, alunos e professores foram surpreendidos com a notícia veiculada em jornal local sobre a venda da escola para o colégio São Miguel Arcanjo, o que foi desmentido publicamente no mesmo dia, através de meios de comunicação locais, causando grande preocupação entre os pais de alunos, o que fez com que muitos solicitassem a transferência para outras instituições de ensino. Em momento algum, o desfecho de fechamento do Colégio Integral pode ser atribuído aos professores e a paralisação destes nos dias 24, 25 e 28 de maio (três dias). Fosse assim, deve-se atribuir aos mesmos as inadimplências de mensalidades e a falta de atitude pela proprietária que, quando pode e teve a oportunidade de salvar a escola, não o fez. Não se pode impor a qualquer trabalhador que permaneça exercendo sua profissão simplesmente por amor, sim, por amor, pois foi por este motivo que os professores permaneceram em atividade por muitos meses, senão anos, em condições que não lhes condiziam, sem a gratificação por seu trabalho, seja de cunho financeiro ou pessoal. Não podem os professores ser responsabilizados pela falta de responsabilidade de quem assim competia ter. Pois estes mesmos professores permanecem sem os salários aé o mês de maio de 2018. Há funcionárias que se encontram em licença maternidade sem remuneração, pois há mais de 02 anos não há recolhimento de INSS pela proprietária, bem como muitos não terão o direito sequer de sacar o FGTS ou ter acionado o seguro-desemprego pela falta de recolhimento do mesmo. Ainda, saliente-se que a proprietária sequer deu a demissão e baixa nas carteiras profissionais dos professores para que pudessem procurar outros empregos, o que fez com que estes buscassem a Justiça do Trabalho para tanto. Mesmo assim, há pessoas que continuam a afirmar e difamar esses guerreiros que hoje estão sem o sustento de suas famílias pela inércia e irresponsabilidade de uma única pessoa. São pelo menos 60 pessoas desempregadas, 60 famílias desamparadas! Estas pessoas continuam divulgando informações falsas em redes sociais e espalhando publicamente mentiras sobre os funcionários daquela escola, denegrindo suas imagens e prejudicado até mesmo a busca de um futuro emprego. Sobre estas pessoas informamos que as medidas legais a respeito já estão sendo tomadas. Agradecemos aqueles que apoiaram os professores e que sempre souberam da verdade, que é o que aqui efetivamente veio se expor através da presente nota.

Atenciosamente

Corpo de ex-professores do Colégio Integral

Caso um homem tenha pouca imaginação para provas para a mentira, deve então dizer, de imediato, a verdade” – Oscar Wilde

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