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Expedição Machu Picchu: são-mateuenses partem para viagem de 10 mil km a bordo de suas motocicletas

Divulgação

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Dia 7 de abril, oito são-mateuenses embarcam em suas motocicletas e rumam à Cidade Perdida dos Incas no Peru e na bagagem, muita emoção. Machu Picchu ou em seu real significado, “Velha Montanha” localiza-se a 2.400 metros de altitude e é considerada a cidade perdida do império inca, cheia de encantos, magias e surpresas, pois durante o trajeto que o permeia, são mais de 10 mil quilômetros de histórias, cultura e belezas naturais. O Jornal Gazeta Informativa traz a história destes aventureiros que partem na próxima semana em busca de emoção e semanalmente farão seu diário de bordo ao jornal, para que os leitores acompanhem sua jornada.

Como nos velhos contos de fadas, “Era uma vez…” um casal apaixonado por motos que se motivou e motivou outros amigos a desfrutarem de um prazer descrito por eles como “indescritível”. Os personagens precursores desta história são Tatiana de Oliveira Freire e Luiz Ernani de Castro, um casal unido ao amor sob duas rodas e que contagiam simpatia, ares de aventureiros e emoção. Juntos, o casal já fez 6 viagens a bordo de sua Harley Davidson Electra Glide, dentre elas 4 viagens internacionais. Foram centenas de quilômetros que juntos encarraram inúmeras histórias e trazem na bagagem experiência de sobra.

Machu Picchu no Peru

Machu Picchu no Peru

Também participarão da expedição mais dois casais, Eliane Caus e Luiz Carlos Caus a bordo de sua Harley Davidson Fat Boy e Juliano Moreira e Patrícia Carvalho com sua Ducati 1200 Multi Strada, além da dupla de amigos Marcelino Diomar Kaizer e Odirlei Delgobo Xavier Batistaque irão com um carro de apoio para viabilizar a logística da viagem, mas não com menos emoção garante a dupla.

Eis que surge a questão elencada por muitas pessoas, porque se dispor a encarar 10 mil km de moto? A resposta é unanime e parte da destemida personagem desta história, Tatiana enaltece: “Por que nós gostamos de moto!” e ainda enfatiza que essa paixão só é compreendida por quem tem a honra de subir em cima de uma e se deixar permitir levar-se pela emoção. A equipe relata que participam de vários encontros de motos, e tentam entender e conviver um pouco mais a cada oportunidade para saber sobre o assunto. “Se tem motos, tamo junto!”, conclui Tati.

Os aventureiros relatam que veem planejando a expedição cerca de um ano e adaptaram a viagem às suas atividades rotineiras, tendo em vista que atuam como funcionários da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) em São Mateus do Sul e possuem atividades no comércio local. Não deixando de lado os colegas que apesar de aposentados também possuem uma vida corrida.

Ao serem questionados o porquê da escolha da expedição Machu Picchu, Ernani afirma que existem vários pontos da América do Sul que os motociclistas sempre almejam percorrer, dentre eles o Ushuaia, cidade Argentina e capital da Província da Terra do Fogo. Conhecida como “La ciudad más austral del mundo” (a cidade mais austral do mundo) ou “La ciudad del Fin del Mundo” (a cidade do Fim do Mundo); A Rota 40 na Argentina, que percorre o país de sul a norte e corre paralela à Cordilheira dos Andes; o Deserto de Atacama, localizado na região norte do Chile até a fronteira com o Peru, cerca de 1000 km de extensão e considerado o deserto mais alto e mais árido do mundo, dentre outros vários pontos. “A Expedição unirá todos estes pontos turísticos e históricos num só trajeto”, destaca Ernani.

Foto: Alexandre Müller/Gazeta Informativa

Foto: Alexandre Müller/Gazeta Informativa

A Expedição percorrerá seis países da América do Sul, Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Paraguai e Brasil, ao longo de 28 dias, 25 dias de viagem e 3 dias considerados como: dias de reserva, para visitarem os locais que passarem.

Os membros da expedição afirmam que o trajeto foi minuciosamente analisado e discutido com todos, cada um deu seu palpite e teve sua responsabilidade de autonomia ao todo – “Somos uma Equipe”, destaca a expedicionária Eliane.

“O fato de você circular pelas Cordilheiras é deslumbrante, espetacular. São Paisagens incríveis aqui na América do Sul que não perdem para nenhuma localidade da Europa”, afirma Caus.

E como encarar 10 mil km em cima de uma motocicleta e deixar de lado todo o comodismo do lar? “Tem de ter firmeza. Há momentos que pesam e começamos a quase delirar, sentir falta de bens materiais, isso tudo lá pelo décimo quinto dia de viagem, quando tudo tornasse mais complexo, dependendo dos fatos”, destaca Caus.

Tem de haver coragem e deixar todo o comodismo de lado afirma a equipe. São novas culturas, novos costumes e regras. Temos de tomar muito cuidado sempre com o que comemos salientam as mulheres, a diferença é absurda e tudo movido pela cultura local.

Os expedicionários destacam que apenas Marcelino fala fluentemente o Espanhol e orienta a todos neste quesito de comunicação, mas nem sempre é tão fácil assim, apesar dos diferenciados povos os acolherem bem.

Em relação aos pontos negativos da expedição, a equipe nos relata que teme a polícia Argentina por ser famosa em dificultar as passagens nas aduanas/fronteiras e a exigência de propina, fatos esses que a equipe nunca presenciou, mas sempre foram orientados por outros grupos que proveram o deslocamento nos mesmos trajetos. Outra dificuldade enaltecida pelo grupo é a questão de abastecimentos dos veículos. “Em cada país uma diferenciação, um valor, um tipo de política interna para com estrangeiros”, fala Odirlei.

“Existe um valor do combustível para a população local e outro para os estrangeiros”, afirma Ernani que ainda relata: “aprendemos uma coisa muito interessante ao se tratar de abastecimento nestes trajetos. Sempre que há uma garrafa pet de refrigerante posta de cabeça para baixo na frente dos postos, significa que há combustível para estrangeiros, do contrário, não adianta nem parar.”

Dentre as experiências marcantes ao longo de várias viagens, Tatiana lembra uma delas: “estávamos em Villarica, no Chile e sabíamos que existe um vulcão que há anos estava em inatividade. Porém, quando abri a janela da pousada a qual nos hospedamos, vi que chovia algo diferente e as pessoas estavam em alarde. O vulcão entrava em erupção”. Destaca-se também, tempestades, tornados, má qualidade e conservação de várias estradas, dentre outras situações. Ernani comenta que o principal temor que possui em relação às viagens são as quedas, motivado pela experiência que teve com um colega em outra oportunidade. Fato o qual desfocou totalmente a equipe e deixou todos apreensivos. “Por isso uma das principais exigências que temos em participar da expedição é cada um possuir um plano de seguro individual”, afirma.

Quanto às famílias de cada expedicionário, eles destacam que motivados pela emoção deixam parte de seus corações aqui em São Mateus do Sul, mas não medem esforços para encarar a jornada. Sempre que possível, entramos em contato com filhos, pais e mães utilizando as redes sociais e aplicativos de mensagens. “As famílias sabem que se não entrarmos em contato em determinado dia, apenas encaramos um local que não dispõe de rede de internet para contata-los”, destaca Patrícia.

O Expedicionário Caus afirma que “é bacana se desligar por um tempo de tudo e todos para viver, deixando de todas as manias e interações com o mundo digital.”

Por fim os membros da expedição garantem que a experiência é incrível e que todos devem aproveitar quando tiverem a chance de encarar algo assim.
A aventura da expedição Machu Picchu inicia-se no dia 07 de abril (sexta-feira), partindo às 7 horas da manhã do Posto Ipiranga em São Mateus do Sul e finda-se no dia 01 de maio com a chegada prevista para o mesmo local.

Os expedicionários enviarão o Diário de Bordo semanalmente aos leitores do Jornal Gazeta Informativa que poderão acompanhar um pouquinho mais das experiências desta “Turma de loucos” no decorrer da expedição.

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