(Imagem Ilustrativa)

“Não existe o jeito certo de fazer a coisa errada.”

Ontem me deparei novamente com a frase acima. Ela está exposta em destaque numa das concessionárias de veículos de um grupo de empresas que foi liderada por Aristides Mallon e atribuída a ele. No entanto, acredito que seja de autoria de Kenneth Blanchard, autor americano, que publicou best sellers na área de Liderança.

Independente de quem é o autor da frase, o importante é que pessoas de sucesso e reconhecidas têm pensamento similar.

Muitos de nós buscamos atalhos, simplificação na forma de fazer ou tentamos resultados mais rápidos. Sempre que possível é aconselhável que busquemos isto, porém, não podemos pecar em relação a qualidade do nosso trabalho. Muitas vezes o que fazemos afeta não somente a nossa vida, mas também a de outras pessoas.

Geralmente, sabemos o que é o certo a fazer. Nem sempre o fazemos. Quando admitimos que errar é humano e não procuramos acertar, muito provavelmente estaremos construindo a nossa estrada para o fracasso e levaremos outras pessoas conosco.

Lembrei novamente de um cartaz que vi na parede de uma cooperativa a qual meu tio, um ferroviário, fora associado. Eu não tinha mais do que nove anos, mas ela me marcou muito. Nele, uma equipe levava um paciente para uma sala de cirurgia, apressadamente. Sobre a porta de entrada a frase: “Errar é humano”.

Então, procure se colocar no lugar do paciente, faça o melhor possível. Acerte. Nem sempre conseguirá, mas tente fazer o melhor que puder.

Como minimizar os erros e fazer as escolhas certas? Uma das chaves para o acerto é o planejamento. Nem sempre é preciso páginas e páginas de preparação, planilhas e planilhas com cálculos de probabilidade, projeções ou construções de estratégias rebuscadas. Usar um pouco do seu tempo para pensar no que fazer e estruturar minimamente suas ações é o suficiente. Não comece antes de pensar um pouco, de refletir sobre os resultados possíveis em cada uma das alternativas que você tem.

Muitas vezes, parar para pensar por cinco minutos nos permite avaliar se realmente a ideia que temos é a melhor forma de fazer algo, se tudo que precisa ser resolvido ou feito antes foi feito ou se alguém pode ser prejudicado com nossa ação.

Como já afirmei em outra ocasião, nem sempre a primeira resposta ou a primeira ideia é a melhor.

Se você já começou e percebe que não vai acabar bem, dê um passo atrás, recomece. Se não o fizer, ao final pode não ter como remediar um problema gerado ou um resultado indesejado.

Quando você dá um passo atrás, você amplia o seu campo de visão. Talvez perceba algo que não tenha percebido por estar muito próximo, muito adiante. É como se fosse alguém apreciando uma vista, uma paisagem ou tirando uma fotografia. Aproveite para perceber mais as coisas a sua volta ou em torno do trabalho que está fazendo.

Depois, respire fundo e siga em frente. Sempre!

Adnelson Borges de Campos
Últimos posts por Adnelson Borges de Campos (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Partida
Brava gente brasileira
O mundo é um palco