(Imagem Ilustrativa)

Volta e meia eu recebo algumas mensagens de pessoas que leem a coluna e resolvem fazer comentários comigo sobre o assunto que acabei tocando. Na grande maioria são lembranças de algum acontecimento recente ou não, mas é interessante receber esse retorno e melhor ainda saber que a coluna é lida. Dia desses me questionaram porque eu não falo de religião, e respondi que é um assunto que domino, mas que também é difícil de comentar sem desagradar às pessoas. Mas pensei em causos sobre o assunto.

Falando nisso, recebi um vídeo muito legal que falava de religião ou apenas de Deus, perguntando se Ele resolvesse atender a todos os nossos desejos, como seria. E assim quando se pensasse que estava cansado do atual emprego, e “puf”, virava desempregado, reclamava de algo que não gostou que a mãe falou e “puf” a mãe desaparecia, reclamava do cabelo crespo ou liso demais e “puf” ficava careca. Tudo atendendo aos desejos que as pessoas formulassem ou pensassem. Imagina isso na sua vida, como seria? O marido ou esposa que acha que incomoda, o carro que acha que não é o da moda ou último modelo, a comida que está na tua mesa, os amigos, os bichos de estimação, qualquer coisa que você reclamasse, iria embora pra não te incomodar mais.

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Realmente seria assustador, não acha? E será que você pode parar uns minutos e pensar em quantas coisas você vive reclamando durante o seu dia, isso mesmo, tente fazer uma pequena análise de tudo o que reclama durante um dia ou numa semana. Quantas realmente valem a pena reclamar, e principalmente, será que realmente era motivo para reclamar? Já parou pra pensar nas pessoas ao seu redor ou próximo de você que gostaria muito de ter todos esses “problemas” que você tem? Não é questão de inveja não, é questão de oportunidade de ter as coisas e ser grato por isso. Já pensou na bronca que deu no entregador de pizza, que demorou um pouco mais, por conta do trânsito, e por acaso pensou que ele entrega dezenas de pizzas numa noite, mas, nem sempre pode levar uma pra filha ou filho dele? Já pensou que o carro com 3 ou 4 anos de uso que você tem, e vive reclamando que não consegue comprar um novo, enquanto tem um senhor de 70 ou 80 anos que ainda está trabalhando para completar o orçamento e vai embora de ônibus, em pé, pois não lhe dão lugar no ônibus lotado? E aquela roupa e sapato da vitrine que custa muito e você fica com raiva porque não tem o seu número, enquanto tantas não conseguem ter uma roupa sem manchas e uma camiseta nova simples, seria um tesouro e já lhe traria um pouco mais de dignidade. Quem sabe aquele monte de roupas que fica entulhada no guarda-roupas e poderia estar servindo a alguém, mas você não quer ninguém vestindo o que era seu, pra não dizerem que era coisa de pobre.

É claro que você não é responsável pelas coisas que acontecem na vida dos outros, o que estou tentando comentar aqui é algo simples, enquanto tudo isso acontece e você vive reclamando de “barriga cheia”, como se diz, eu queria apenas que refletisse, se em cada vez que reclamou, você também agradeceu a Deus por tudo que tem e conquistou? Acredito eu que isso mudaria muita coisa, muito a sua perspectiva em relação às reclamações, e passaria a agradecer muito mais do que viveria reclamando. Pensa em tudo de bom que acontece contigo e lembre quantas vezes agradeceu. Pensa em tudo de ruim ou errado que poderia ter acontecido, e quantas vezes agradeceu por ter dado certo. Quando foi a última vez em que agradeceu logo cedo por ter acordado bem e no final do dia agradeceu por tudo de bom que te aconteceu. Ou você só reclama de ter que acordar cedo e no final do dia só lembra de algumas coisas que não deram certo como queria ou esperava? Acho que religião começa assim, agradecendo, para depois pedir.

Hugo Lopes Júnior
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