(Imagens Ilustrativas)

Falando um pouco sobre o Setembro Amarelo para chamar a atenção para um sério problema que aflige a nossa sociedade e pode ser muito complexo, que é o suicídio. É preciso tocar nesse assunto. Aqui, será em forma de comentário e de algumas dúvidas, para chamar a atenção e poder abrir uma discussão sobre o tema.

Nem todo suicídio é resultado de depressão. Segundo especialistas, o suicídio vem em vários quadros clínicos e, às vezes, não tem relação com a depressão. Pode ser uma psicose e, nesses casos, o sujeito não apresenta depressão. Especialistas encaram casos de depressão como uma defesa contra o suicídio, por isso é preciso estar atento. Nos dias atuais, existem muitos fatores que levam as pessoas a depressão, mas sem ligação com a possibilidade de suicídio.

O suicídio resulta do quê?

A divergência entre os especialistas é grande em relação aos processos que podem levar a essa decisão. Mas concordam que é um erro ligar diretamente o problema à depressão. A maioria das pessoas acredita que o problema é o fundo do poço, como se a pessoa fosse chegando à mais profunda depressão e acontecesse, como resultado, o suicídio. Não funciona assim, muitas pessoas que chegaram a depressão profunda nunca pensaram nessa possibilidade como forma de escape. Para os suicidologistas, o suicídio é o ápice do que chamam de “processo de morrência”, em que a pessoa já está se sentindo desgostosa da vida, sem achar sentido nas coisas e vai se definhando existencialmente.

Será que é possível evitar o suicídio em alguém?

Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, com dados de pesquisas em estudos de detalhes de mais de 15 mil casos em diversos países, teve como conclusão que 98% dos casos a vítima tinha algum tipo de transtorno mental. Isso leva a duas conclusões: uma, que nem sempre a família consegue detectar esse problema e não tem culpa do ocorrido. E outra é que existe a possibilidade de se evitar com tratamento. Mas, oferecer o tratamento é bem mais fácil do que efetivamente colocá-lo em prática, isso porque cada caso tem sua subjetividade própria, sendo que todos envolvem uma série de fatores e o tratamento, tanto com remédios psiquiátricos quanto com psicoterapia, leva tempo para surtir efeito. Explicando como é essa dificuldade de tratamento e detecção do problema, uma especialista revelou: “me dedico ao tema há 25 anos, mas reconheço a dificuldade de lidar com ele. Tenho filhos, sou estudiosa de suicídio, mas não quer dizer que vou conseguir evitar com certeza se meu filho quiser cometê-lo”.

Angustia extrema pode ser sinal de alerta ao suicídio.

Como ver os sinais?

É uma tarefa desafiadora identificar sinais de que uma pessoa próxima está sofrendo de angústia ou depressão mais profunda, do que as típicas alterações de humor devido a problemas que ocorrem no dia a dia. É necessário avaliar mudanças de comportamento e procurar ajuda. Segue uma lista para tentar achar alguns sinais possíveis, mas muitas vezes se confundem com reações a pressões que os problemas existentes no dia a dia nos impõe, mas também pode ser uma luz:

Tentativas de suicídio anteriores;
Mudanças repentinas de comportamento;
Ameaça de suicídio ou expressão/verbalização de intenso desejo de morrer;
Ter um planejamento para o suicídio;
Sinais observáveis de depressão;
Muita oscilação de humor (quando antes não tinha);
Desesperança;
Desespero sobre os problemas;
Sentimento de desamparo;
Ansiedade, dor psíquica, estresse acentuado;
Intensa raiva e desejo de vingança;
Sensação de estar preso e sem saída;
Falta de sentido para viver;
Aumento do uso de álcool e/ou outras drogas;
Impulsividade e interesse por situações de riscos.

Também existem outros sinais discretos:

Desfazer-se de objetos importantes;
Pressa em concluir assuntos pendentes;
Despedir-se de parentes e amigos;
Casos extremos de irritabilidade, culpa e choro.

Depressão pode ser um sinal de perigo.

Os adolescentes

É um assunto delicado, mas que é necessário falar e ficar atento, principalmente entre adolescentes, pois os números demonstram uma crescente no número de casos. Muito do que acontece na adolescência tem a ver com fatores hormonais e bruscas mudanças dessa fase, mas pesquisas demonstram que é preciso conhecer fatores para ficar ainda mais atento aos jovens. Uma pesquisa publicada em dezembro de 2017, feitas por especialistas do Hospital Albert Einstein, analisaram as respostas de 15 mil adolescentes no ensino médio sobre se eles já haviam considerado seriamente o suicídio, se já haviam planejado ou se já haviam tentado tirar a própria vida. De acordo com o estudo, 40% dos adolescentes LGBTs consideraram seriamente o suicídio, 35% planejaram e 25% tentaram se matar, contra 15%, 12% e 6% dos heterossexuais, respectivamente. Tem também estudos da Associação Americana de Psiquiatria, que já demonstrou que os riscos associados a qualquer tratamento coercitivo e violento contra homossexuais incluem depressão, suicídio, ansiedade, isolamento social e diminuição da capacidade de intimidade. Atacar as causas sociais, nesse caso, também é uma forma de prevenção.

Por Hugo Lopes (reportagem realizada com dados retirados da internet)

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