(Imagem Ilustrativa)

Chegamos, por fim, nesta que é a quarta e última coluna do mês dedicada à Nossa Senhora de Fátima. Por aqui, revivemos junto com os Pastorinhos Lúcia, Jacinta e Francisco a primeira aparição ocorrida em 13 de maio de 1917 e, também, as aparições do Anjo de Portugal – ou do Anjo da Paz – ocorridas um ano antes, como que a preparar os corações das três crianças para uma vida de maior oração.

Lúcia descreveu a Virgem de Fátima como “uma Senhora vestida toda de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente”. O seu semblante era de indescritível beleza, porém sério, nem triste e nem alegre, o que nos leva a relacioná-lo com o rosto da mãe que se preocupa com o rumo que seus filhos decidem tomar, seja por desobediência, seja por ignorância. Ainda que cheio de amor é um rosto com expressão de leve censura, dolorido em saber o quanto muitas das nossas ações desagradam a Deus e, por conseguinte, acabam por trazer o sofrimento as nossas vidas.

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Neste ponto, vale ressaltar algo que é comum nas aparições marianas: do seu imenso amor de Mãe e do seu Coração que sofre pelos homens dispersos de Seu Filho, surge para nós a sua amorosa pedagogia. Assim como o nosso Pai, primeiro e constante Pedagogo da humanidade, que “comunica-se gradualmente com o homem, o prepara, por etapas, para acolher a revelação sobrenatural que faz de si mesmo e que culmina na Pessoa e na missão do Verbo encarnado, Jesus Cristo” (Catecismo da Igreja Católica, pág. 28), assim é Maria. Ou seja, passo a passo, com terna paciência e utilizando-se das palavras e ações necessárias a cada momento e em cada aparição, infunde nos videntes a chama de um Amor a Deus que só aumenta e, por consequência, contagia o povo da época que acompanha tais acontecimentos. Esse amor, porém, não cessa ali: se fortalece no tempo e chega até nós pela sua mensagem sempre atual. Maria nos ensina a amar a Deus e ao próximo ainda mais ao nos ensinar a melhor viver a nossa fé.

O ponto central das mensagens de Fátima, portanto, está no pedido materno de oração e sacrifícios pela conversão dos pecadores e, também, de reparação às ofensas aos Corações de Jesus e Maria, ou seja, um pedido de conversão. Mas sabemos, é claro, que o conteúdo dos Segredos de Fátima – profecias relacionadas ao mundo e à Igreja reveladas aos Pastorinhos na terceira aparição de 13 de julho – muito nos alerta para as consequências das ações humanas afastadas de Deus, carregadas de dor e sofrimento, como foi a Segunda Guerra Mundial, então mencionada pela Mãe de Deus. Da mesma forma, estão as suas advertências sobre o comunismo soviético, as quais reforçam a incompatibilidade entre a vivência da fé cristã e a ideologia marxista, situação que foi condenada, anos mais tarde, em 1949, por um documento do Papa Pio XII. O documento afirmava a excomunhão de católicos que aderissem ao comunismo por ações de favorecimento, defesa, voto ou filiação partidária.

Na primeira aparição a Virgem de Fátima pediu aos Pastorinhos que fossem naquele local durante seis meses consecutivos, no mesmo dia e horário. E, é com este mesmo roteiro nas mãos que esta coluna irá dedicar, nos próximos cinco meses, um texto à aparição do mês correspondente. Nessa empreitada poderemos, juntos, seguir refletindo sobre os apelos da Mãe de Deus que nos deixou uma mensagem de grande esperança: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

Um cordial abraço e até a próxima coluna!

Ingrid Ulbrich
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