(Imagem Ilustrativa)

Ainda é claro em minha mente o dia em que ouvi pela primeira vez a notícia sobre uma pneumonia de causa desconhecida que vinha se proliferando na cidade de Wuhan, na China. Talvez seja um “start” de alerta natural existente em mães, mas aquilo parecia realmente algo importante para se preocupar e questionei-me se não seria o caso de as fronteiras daquele país serem fechadas ou ao menos monitoradas.

Foi em fevereiro de 2020 que o mundo viu a China tomando restrições severas de quarentena, enquanto vários países sofriam evoluções rápidas da doença. Também por aqui, no Brasil, foi comprovado o primeiro caso de infecção, um homem de São Paulo que havia retornado de uma viagem à Itália. O inimigo, agora identificado, também ganhava um nome: Covid-19. Fomos percebendo pouco a pouco o que enfrentaríamos e a partir dali entenderíamos na pele o significado da palavra pandemia.

A história humana já passou por várias epidemias e provavelmente o caos social, o medo e as mudanças de comportamento em consequência delas seja o que mais as assemelhe. Mas, o que poderia diferir a Covid-19 das pandemias anteriores? Além do fato de a ciência estar muito mais evoluída em conhecimento e pesquisa, a ponto de produzir vacinas em apenas um ano, poderia a politização de um vírus ser a novidade da pandemia deste século? Não há como omitir que grupos políticos se utilizaram do momento para manipular informações com objetivos sombrios. Nessa onda conseguiram inclusive pular a barreira do conhecimento médico e rotular negativamente medicamentos que vem demonstrando eficácia no combate a doença. É assustador perceber que o viés ideológico pode vir a suprimir opiniões em contrário, estudos e constatações em detrimento da vida de seres humanos. E quando a vida fica em segundo plano é sinal que a sociedade já perdeu muito mais do que valores, perdeu a sua humanidade.

Independente de se considerar se a politização contribuiu ou não para o agravamento da pandemia, todos concordarão que esse enfrentamento se tornou o maior desafio global dos últimos tempos. Um desafio epidemiológico com fortes impactos na vida humana, tumultuando planejamentos, estacionando a economia, privando a nossa liberdade de ir e vir ceifando vidas. Se podemos tirar algo de positivo disso tudo, elencaria o fato de que mesmo em distanciamento social, nunca estivemos tão próximos. Nunca demos tanto valor a um abraço, nunca demos tanto valor ao mesmo ar que respirávamos há algum tempo sem máscaras e sem medos.

Tenho a firme convicção de que precisamos ser mais gratos a Deus pelas coisas mais simples da vida. Não somos super-homens, não somos infalíveis e não temos as respostas para tudo. Humildade e reconhecimento de nossa pequenez, nos ajudariam a lembrar sempre de que somos todos iguais e que não somos nada sem uns aos outros.

Que as efemérides da vida nos ajudem a traçar dias sempre melhores!

Um cordial abraço!

Ingrid Ulbrich
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