Jornal de São Mateus do Sul (PR) e região

Focos de larvas do mosquito da dengue são encontrados nas proximidades das vilas Prohmann e Pinheirinho em São Mateus do Sul

Jefferson Machado Amarante atua há 6 anos como Agente de Endemias em São Mateus do Sul. Ele contou para a Gazeta Informativa os procedimentos que são realizados quando é encontrado focos da larva do mosquito da Dengue. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Estamos entrando na estação do ano em que devemos redobrar os cuidados com os focos de larvas do mosquito Aedes aegypti, responsável pela proliferação da Dengue, Zika e Chikungunya. Apesar dessas doenças, o mosquito pode levar consigo o vírus Zika, responsável pela microcefalia em bebês.

A Vigilância Sanitária de São Mateus do Sul, em parceria com Agentes de Combate a Endemias já começaram os trabalhos de vistoria em imóveis residenciais, comércios e terrenos baldios do município. Equipe de profissionais se dividem em localidades e verificam se há ou não, a presença de focos ou lugares propícios para a proliferação das larvas do Aedes aegypti.

De acordo com Jefferson Machado Amarante, que atua há 6 anos no município como Agente de Combate as Endemias, recentemente, foi constatado 3 focos de larvas nas proximidades da Vila Prohmann e Vila Pinheirinho. “Quando nos deparamos com esse tipo de situação, realizamos a delimitação do foco. No raio de 300 metros de onde foi encontrado as larvas, fazemos a vistoria de todas as casas que estão nessa limitação de espaço. Orientamos, eliminamos todos os depósitos e explicamos como proceder nessas situações”, explica.

Jefferson comenta que muitas pessoas não demonstram interesse na hora de realmente combater ao mosquito. “Elas não dão muita atenção. Existe lugares que encontramos o depósito das larvas dos mosquitos, e depois de alguns dias voltamos e as áreas estão novamente com água parada”, diz.

O agente ressalta que não existe casos do vírus circulando em nossa região, mas expressa que a maior preocupação é que as pessoas adquiram este vírus em outras cidades, e o vetor que reside no município passe a transmitir as doenças, causando dessa maneira, a proliferação.

Algumas medidas, simples e rápidas podem ser tomadas para evitar os focos dos mosquitos, dentre elas:

As garrafas pet devem ser embaladas e descartadas corretamente na lixeira. As garrafas de vidro não descartadas devem ser guardadas em local coberto ou de boca para baixo;

Não deixe água acumular nas lajes. Mantenha-as sempre secas;

Limpe e nivele as calhas. Mantenha-as sempre sem folhas e materiais que possam impedir a passagem de água;

Na parte de trás de algumas geladeiras existe o coletor de água. Lave-o uma vez por semana com água e sabão. O mesmo deve ser feito com bandejas de ar condicionado;

Tampe os ralos com telas ou mantenha-os vedados, principalmente os que estão fora de uso;

Deixe a tampa do vaso sanitário sempre fechada ou vede com plástico. Dê descarga pelo menos uma vez por semana, nos casos de banheiros com pouco uso;

Mantenha a piscina sempre limpa. Use cloro para tratar a água e filtre periodicamente. Mesmo que a piscina não esteja sendo utilizada, faça a limpeza da mesma forma;

Evite ter bromélias e outras plantas que podem acumular água. Se você tem alguma planta dessas, retire semanalmente a água acumulada nas folhas;

Lave os suportes de garrafão de água mineral sempre quando fizer a troca. Mantenha vedado quando não estiver em uso;

Mantenha as caixas de água, cisternas e poços fechados e vedados. Tempe com tela aqueles que não possuem tampa própria;

Mantenha os tonéis e depósitos de água vedados. Os que não têm tampa devem ser escovados uma vez por semana e cobertos com tela;

Mantenha os pratinhos de vasos de planta limpos, coloque areia até a borda;

Guarde os baldes e vasos de plantas vazios em locais cobertos, com a boca para baixo;

Coloque num saco plástico os objetos que possam acumular água. Feche o compartilhamento bem e jogue corretamente no lixo: tampinhas de garrafa, cascas de ovos; latinhas; embalagens plásticas e de vidro, copos descartáveis, entre outros;

É importante lavar semanalmente com esponja, água e sabão os bebedouros de animais domésticos
Para mais informações, entre em contato com a Vigilância Sanitária no telefone (42) 3912-7078 e na Sala de Situação 3532-7321, e relate o seu caso.

Cláudia Burdzinski

Cláudia Burdzinski

Estudante de Jornalismo que adora escrever e conhecer um pouco sobre a vida e a história de cada pessoa envolvida. Preza pela essência que é repassada na produção de cada matéria, valoriza os pequenos gestos e apoia o ativismo ambiental. E-mail para contato: claudia@gazetainformativa.com.br
Cláudia Burdzinski
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