Na edição passada, colocamos um conjunto de fotos que não possuíam identificação. Eram quatro fotografias, sendo uma delas a de uma jovem. O objetivo era buscar informações entre os leitores. No início dessa semana, recebemos a agradável visita da filha dessa jovem da fotografia, que veio contribuir com informações preciosas para o acervo de imagens da Casa da Memória Padre Bauer. Ela nos trouxe, porém, uma surpresa: a mesma fotografia da edição passada, mas em uma versão colorizada. A fotografia dessa semana, pertence à senhora Rita de Cassia Bueno. Ela mostra sua mãe, Maria Elza Pallu Follador, aos 15 anos de idade (1942), filha de Anselmo Follador e de Etelvina Pallu Follador. A família residia na localidade do Cambará, município de São Mateus do Sul.

Desde o começo das descobertas relacionadas à fotografia, muitas tentativas foram sendo feitas para adicionar cor às imagens. Como a produção de imagens com cores naturais era impossível naquela época, diversas técnicas foram desenvolvidas para adicionar cor às mesmas. Nessa fotografia, que não sabemos onde foi feita nem da sua autoria, o fotógrafo coloriu manualmente a fotografia que era originalmente nas cores preta e branca. O acréscimo das cores deu mais vida à imagem, evidenciando a cor do cabelo da moça, o tom verde do vestido, a feminilidade das unhas esmaltadas de vermelho. Outro detalhe que a cor ressaltou foi o relógio que adorna o pulso da moça. Um glamour!

Se fotografias já eram algo de certo valor, fotografias coloridas eram um símbolo de status ou uma novidade, como os famosos “books fotográficos” dos dias de hoje. Muitas vezes, aplicava-se a cor apenas em alguns detalhes. Na década de 1940, quando foi feita essa fotografia, existia um estojo de cores da marca Kodak, próprio para esse trabalho. A pintura era feita cuidadosamente com o auxílio de um pequeno pincel ou uma haste de algodão. As tintas eram à base de óleo (pasta), e o fotógrafo tinha a responsabilidade de deixar as cores da fotografia, o mais fiel possível do real. Esse trabalho de colorir a fotografia demorava aproximadamente uma hora e meia (dependendo do tamanho da foto), e até dois dias para secar a tinta.

O tempo foi passando e novas técnicas para mostrar as cores nas fotografias foram surgindo. Hoje, a perfeição na reprodução de cores é praticamente perfeita. Nesse quesito, não sabemos se é a Arte que imita a vida ou a vida que imita a Arte.

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