Prismas

Fugindo da mediocridade

(Imagem Ilustrativa)

Imagine a seguinte situação. Você está com um problema sério de saúde e a única saída é uma cirurgia delicada. Você é encaminhado ao centro cirúrgico e acima da porta está a inscrição: “Errar é humano!”. O médico que segue a maca onde você está deitado começa a reclamar dos valores repassados pelo SUS ou pelo plano de saúde. Ele coloca a mão no seu ombro e diz: “olha, o hospital está passando por dificuldades, não temos os melhores equipamentos, os materiais cirúrgicos estão escassos e a nossa equipe está desfalcada. Vou fazer o possível”.

Você se contentaria com o possível ou esperaria que o médico fizesse o melhor, mesmo com as limitações que lhe são impostas?

E você, no seu dia a dia, no seu trabalho, faz o possível ou faz o melhor? Busca ser medíocre, mediano ou faz diferente, com capricho, com dedicação, com comprometimento? Na escola, você busca passar por média ou quer aprender mais, porque isto fará diferença em sua vida e na vida das pessoas que gostam ou dependem de você?

Podemos escolher entre ter uma vida mediana, morna, insonsa ou fazermos diferença, porém, muitas vezes, preferimos não pensar nisso. É mais cômodo.

Como diz Mário Sérgio Cortella, precisamos fazer o nosso melhor, nas condições que temos, até que tenhamos condições melhores para fazer melhor ainda. Em outras palavras, sempre há como melhorar. Ainda segundo ele, é o nosso melhor, não necessariamente o melhor do mundo. O melhor, pode ser o simples, desde que feito com esmero, com dedicação, com capricho. Isto se aprende primeiro em casa.

Lembro quando minha mãe dizia que se podia conhecer o caráter de uma pessoa pelo brilho dos sapatos e que não importava se as roupas que usávamos eram novas ou usadas ou mesmo remendadas, pois o mais importante e que fossem limpinhas e bem passadas.

Há algum tempo, nesta mesma coluna, afirmei que não usamos todo o potencial que o nosso cérebro tem. É certo que parte deste potencial não conhecemos e mesmo a ciência busca respostas para se entender, descobrir como fazê-lo. Então, vamos nos ater ao potencial conhecido.

Mas não vamos discutir se você e eu somos mais ou menos inteligentes que a média da população. Vamos falar de como usamos a nossa inteligência, de como aplicamos nossas habilidades humanas. Cada um de nós tem um talento, ou vários deles. Temos obrigação de bem empregá-los.

Nossa sociedade, nossa civilização só evolui porque alguém faz diferente, faz algo a mais, se esforça. Assim temos saltos evolutivos. Então, se numa sociedade todos procurassem fazer sempre o melhor, não o possível, cada vez mais esta sociedade se desenvolveria.

Fazer o melhor independe de quanto dinheiro você tem, é uma questão de decisão e de capricho.

Adnelson Borges de Campos
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