Esta Semana

Gibi pra ler ou pra comer?

Seja o doce de amendoim ou a história sequencial narrada através de palavras e desenhos, venho por meio deste, explicitar meu amor pelos dois. Gibi é amor.

E movidos por este amor, esta semana na aqui na capital paranaense, irá acontecer a Bienal de Quadrinhos de Curitiba, mais precisamente de 8 a 11 de Setembro no MuMa (Museu Municipal de Arte).

O evento que inicialmente era conhecido como Gibicon, foi criando forma, corpo e cada vez mais conteúdo e agora virou esta tão esperada Bienal, que trás consigo escritores, desenhistas e quadrinistas de peso do cenário mundial.

Falar de HQ – Histórias em Quadrinhos, assim como disse em outra coluna sobre a tatuagem, é falar de paixão! O gênero não considerado literatura e por muito tempo menosprezado, tem ganhado na contemporâneidade um lugar de destaque na prateleira e no coração de muita gente.

Datada em 1895, a primeira história em quadrinho (oficial) foi publicada nos jornais sensacionalistas de Nova York, pelo autor Richard Outcault – The Yellow Kid, com as características formais que conhecemos hoje em dia, desenho e texto em sequência, balões, onomatopéias, etc. Depois tivemos a popularização do mesmo através das charges, tirinhas jornalísticas e claro, o “boom!” dos Super-Heróis, muitos destes super homens e mulheres saíram das páginas dos quadrinhos para as telonas dos cinemas.

No Brasil o formato popularizou-se com os gibis de Ziraldo e Maurício de Souza, quem nunca riu e se divertiu com a turma da Mônica ou com as peraltices do Menino Maluquinho?

Hoje em dia evoluiu a ponto de comportar uma bienal em terras paranaenses, tenho um orgulho imenso no que diz respeito ao quadrinho nacional, nomes como Fábio Moon, Gabriel Bá, Laerte, Shiko, Marcello Quintanilha, Liber Paz, Carol Rossetti e outros…que fazem do Brasil uma terra fértil na criação e fomentação desta cultura.

Embora para muitos o “gibi” tenha uma conotação infantilizada, há tempos o mercado direciona este gênero para os adultos e alguns na minha humilde opinião, são quase obras de arte, autores como Alan Moore, Neil Gaiman, Robert Crumb, Marjane Satrapi, ajudaram a elevar os quadrinhos para outro patamar!

Um dos meus preferidos que expressa bem esta evolução filosófica dos quadrinhos, é o premiado HQ – Maus, do autor Art Spiegelman, americano de origem judia, narrou através de desenhos, textos, traços e emoções, a passagem de seus famíliares no período da Segunda Guerra Mundial. Para mim, foi um divisor de águas em relação a Histórias em Quadrinhos.

Deixo aqui então o convite para a bienal, espero ter ascendido uma chaminha de interesse neste universo de cores, traços e histórias. Caso já tenha este interesse em comum, deixe sua sugestão, dica nos comentários. Vamos trocar figurinhas!

Últimos posts por Ed Guimarães (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Amar… Amarelo!
Não se Cale
Precisamos falar sobre “Coisas Estranhas”