Educação e Cultura

Guardar 13º pode representar economia em material escolar

Preço à vista apresenta desconto atrativo. Parcelar é opção. (Foto: Gazeta Informativa)

Preço à vista apresenta desconto atrativo. Parcelar é opção. (Foto: Gazeta Informativa)

O início do ano é problemático quanto ao orçamento. As festas de Natal e Réveillon acabam por consumir valores financeiros, muitas vezes para além dos gastos familiares compatíveis com a renda. Em janeiro começam a surgir os impostos, como o Imposto de Propriedade sobre Veículos Automotores (IPVA) e suas taxas correlacionadas. Além das faturas normais e outras cobranças.

Para os pais, com filhos em escolas, é natural receber a famosa lista de materiais escolares. Há uma tendência natural de correção de valores, atreladas a fatores como aumento de preço dos combustíveis, reposição de inflação, entre outros. Na outra ponta da história, os salários encolheram ou, pelo menos não aumentaram, e a palavra crise é uma das mais citadas em todos os setores.

Mas a notícia boa é que o sofrimento pode ser amenizado, na hora de comprar os produtos. Buscamos dois exemplos que, em tese, podem colaborar com o bolso do consumidor. No 1º ‘gastar sola de sapato’, aproveitar sobras de anos anteriores e parcelar o pagamento, no outro guardar recurso prevendo o gasto em janeiro, com desconto na compra à vista.

Pesquisando e parcelando

Os são-mateuenses Vilciane Fernanda Bittencourt (32 anos) e Stael Bittencourt (37), pais de Jenyffer Bittencourt (13 anos) e Samuel Bittencourt (3), estão sendo afetados diretamente pela penumbra da crise econômica. Somente ela está trabalhando, justamente como professora. A educadora relaciona a lista de materiais com outras contas à pagar.

“Está mais difícil comprar materiais escolares sim, os preços subiram e é necessário considerar que além da crise, o mês de janeiro afeta bastante o orçamento por conta dos impostos”, observa. A dica da mãe é de reaproveitar sobras do ano passado, antes de sair torrando dinheiro.

“Portanto, não dá pra pegar a lista e sair comprando, aqui em casa sempre costumamos verificar o que sobrou do ano anterior – e que esteja em bom estado – para comprar o que realmente for necessário”, explica.

Vilciane, também, orienta cotar preços. Geralmente papel delegado à mulher, mais paciente nesse caso. “Levamos as listas nas lojas e fazemos orçamento, é um tanto trabalhoso porque é preciso tempo e paciência – portanto, isto fica por minha conta, meu marido não tem paciência pra isso”, brinca a professora.

Consumismo versus consciência

Orçamento e comparação de valores pode sim representar grande economia, junto da consciência e prudência dos pais que não podem, simplesmente, ceder aos caprichos dos filhos e modismos. Há diferenças significativas de valores que uma lista pode ter de um comércio a outro, sobretudo com itens similares.

“A diferença de preços no mercado realmente é significativa, mas o importante também é não ceder tanto aos desejos dos filhos porque realmente o mais bonito custa mais caro. E não é preciso comprar as marcas mais famosas para ter materiais de qualidade, atualmente já temos uma variedade de marcas que satisfaz este quesito”, frisa Vilciane Fernanda Bittencourt.

Vezes sem juros

Para aliviar o bolso e adequar ao orçamento familiar, a opção de parcelar a compra é o caminho, seguido pela mãe. “Quanto ao pagamento escolhemos o parcelamento o que para nós é mais acessível.” Até porque o uso do material será durante o ano.

Óbvio que a dica é distribuir em parcelas sem juros e não colocar no rotativo do cartão de crédito que pode chegar à casa de 500% de juros ao ano.
No caso da família de Vilciane a conta é dobrada. “Com dois filhos, é claro que assusta, certamente, não temos a mesma empolgação que eles têm para comprar. A Jenyffer estuda no Colégio SEMA, onde sou professora, escola particular. O Samuel estuda no CMEI Anjo da Guarda”, explica.

Além do cenário de crise se soma à correção de preços e o mercado de trabalho encolhido. A perda do posto de trabalho de Stael Bittencourt é outro fator que preocupa, mas o primordial é manter a confiança em dias melhores. “Meu marido também sentiu os efeitos da crise porque perdeu o emprego, mas acreditamos que 2017 vem com novos desafios e possibilidades, afinal é importante pensarmos que as dificuldades nos tornam mais fortes”, salienta a professora e mãe.

Pensando pra frente!

Guardar dinheiro, economizar o 13º salário. É possível? Sim e muito proveitoso quando se tem ‘uma gordurinha para queimar’ no orçamento. Exemplo disso, na nossa reportagem, da mãe Daiane Bueno Ogrysko e de seu marido Marco Aurélio Ogrysko.

Eles são pais de João Guilherme Bueno Ogrysko (12 anos) e Maria Clara Bueno Ogrysko (9). Ambos estudam no Colégio Professora Arlete Neves Scharamnn (CEPANS) da rede particular. Fatura em dobro, parecido como o caso de Vilciane e Stael. Não sendo diferente para comprar materiais escolares.

Daiane testemunha que sentiu sim a diferença da inflação no bolso. “Achei que os preços mudaram”, afirma. “Sim gastei mais que no ano anterior. Sempre o reduzo o que é pedido pela escola já que tenho dois filhos e os gastos são maiores.”

O grande diferencial de Daiane e Marcos Aurélio e a organização do orçamento. Isso é artifício importante para facilitar a compra e evitar parcelamento de contas. “Sempre, no final do ano, faço uma reserva para realizar a compra e aproveitar o desconto no pagamento à vista”, justifica.

Procurando desmiuçar melhor essa estratégia, o entendimento é de que Daiane é prudente ao direcionar para onde vai o pagamento extra de final de ano. “Sim, todos os anos reservo, parte do 13°, para fazer a compra e não ter essa dívida para ser paga durante os próximos meses”, reafirma.

Sem parcelar (-15%)

Com essa linha de poupar de um ano a outro, pensando na economia, a atitude compensa. Além de evitar extensão de dívidas, a redução é boa. “Vale a pena o desconto sim que em média tem sido de 15%”, frisa Daiane.

O posicionamento se estende para uniformes, também. A perspectiva da mãe é ter reserva financeira para essa aquisição e permanecer no pagamento à vista. Não que ela deixe de lado a ferramenta do comprar para pagar depois, mas tudo previsto e organizado. “Quanto ao cartão de crédito tenho um valor mensal estipulado por mim mesma e não pode ser ultrapassado”, salienta.

A perspectiva e intuito da reportagem foi de apontar possibilidades que ajudem nossos leitores e lhes sirvam de exemplo. Em síntese, reaproveitamento de materiais, organização de orçamento, busca de preços e superação de simples modismo podem ser posicionamentos interessantes. Contudo, cada um precisa traçar seu próprio caminho.

Sidnei Muran

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