Artigo de Opinião

Há quanto tempo você não escuta uma música que lhe faz bem?

(Imagem Ilustrativa)

Estava pensando no tema deste texto ao som de Bohemian Rhapsody da banda Queen, e percebi as nuances de sentimento que uma só música pode provocar em uma só pessoa (se não conhece ou não lembra dessa canção, busque a tradução, e aproveite para curtir cada nota reproduzida).

A música tem o potencial de encaixar-se em praticamente todos os momentos de nossa vida, e quando digo isso é com total propriedade. A música varia desde a marcha nupcial quando duas almas se encontram e eternizam o momento, à mãe cantando para acalmar um filho na madrugada em que o sono é deixado de lado.

Sem falar das músicas dançadas em festas, e também aquelas que reproduzem em notas o sentimento que você está passando no momento. Acredito muito que a música é uma das únicas atividades presentes e semelhantes entre todas as pessoas do mundo (indiferente do estilo musical), falo isso pois ela é muito usada em rituais por diversas culturas e povos distintos, que encontram na modulação dos ritmos algo prazeroso e recompensador.

Trabalhando diretamente com as nossas lembranças, a música possui a capacidade de remeter à momentos e memórias que jamais poderão ser vividas novamente, mas de um jeito carinhoso, traz para perto as boas recordações. Tenho certeza que você que está lendo esse texto possui alguma música preferida e é exatamente essa ligação entre as pessoas que a música ganha cada vez mais espaço.

A diversidades presentes nos gêneros musicais representa essa variedade que é encontrada dia a dia, em todos os lugares possíveis. Pessoas com gostos alternativos e eletrônicos dividem o mesmo mundo com aquele senhor sentado na beira da varanda da casa de madeira acompanhando uma moda de viola que conta as histórias de tempo de piá.

Tendo origem grega (mousikê), a palavra música significa “arte das musas”, que não possui uma origem fixa para este significado, mas sim um motivo de adoração religiosa. De acordo com estudos antropológicos, há o que indica que a música está presente na humanidade desde a pré-história, onde em representações de desenhos encontrados nas cavernas, figuras dançantes foram retratadas, e quase impossível imaginar uma cena dançante sem música para embalar o momento.

Reproduzindo sensações físicas, os sons emitidos em uma música são capazes de transformar e aguçar muitos sentimentos, que apesar das transformações sofridas e encontradas dia após dia, aproximam pessoas e afetividade.

Encerro este editorial com um desafio, ou talvez um pedido do destino a você, escute, cante, dance uma música que lhe faz bem, pois: “quem não ouve a melodia acha maluco quem dança – Oswaldo Montenegro”.

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