A equipe do hospital informa que o Ministério Público está investigando o caso. (Foto: Acervo Gazeta Informativa)

Está circulando em conversas pelas redes sociais, um áudio, que segundo a mensagem que o acompanhava, é de uma funcionária de importante cargo no Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes (HMDPF). Em uma conversa direcionada à um médico do hospital, a funcionária comenta sobre o caso de internamento de duas pacientes. “Estava olhando aqui na lista de internamento e estamos com duas pacientes, uma do dia 1º e outro do dia 2. Se essas pacientes não melhorarem, teremos que transferir ou mandar para casa, porque não podemos mais ficar com elas aqui”, ressalta o áudio.

A funcionária também comenta que por estarem há muitos dias internadas, elas estão causando “prejuízos” para o hospital. Conversando com outro colaborador do HMDPF, a mulher ainda destaca no áudio que, “o hospital não é ‘crechinha’ para ficar muitos dias.”

Se espalhando com muita rapidez pelas redes sociais, o áudio gerou revolta de moradores com a atitude da funcionária e sua falta de profissionalismo e ética. “E se fosse algum familiar dela que estivesse internado? Ela gostaria que tratassem desse jeito?”, expressa um são-mateuense que prefere não se identificar por questões de represália. “Temos o direito de receber um tratamento de qualidade, e infelizmente a saúde pública falha nesses quesitos”, opina.

A equipe da Gazeta Informativa entrou em contato com a diretoria do HMDPF, que comunica que foi notificada pelo Ministério Público e terá um prazo de 15 dias para apresentar informações a respeito do conteúdo. A diretoria destaca que após as investigações, haverá um processo administrativo para averiguação do fato e indicações jurídicas por maldade.

Em nota divulgada pelo HMDPF, a equipe informa que, “os médicos que compõe o corpo clínico do hospital, conforme título IV do Estatuto Social, exercem suas atividades profissionais com autonomia profissional, técnica, científica etc., dentro dos limites estabelecidos pelas normas de regência da profissão. Portanto, para além de eventuais questões administrativas, a última palavra acerca da transferência ou não de um paciente sempre foi e será do médico responsável pelo internamento.”

O esclarecimento também comenta que a diretoria, “reafirma o compromisso assumido quando eleitos, na busca, de forma séria e responsável pelo cumprimento da finalidade precípua do Hospital que é “prestar assistência e proteção ao indivíduo, a família, a maternidade, a infância, a adolescência, ao idoso e à comunidade, na promoção, prevenção e reabilitação da saúde”.

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