Número de idosos que procurou que vacina supera a meta e percentuais até extrapolam perspectivas iniciais. 111% da previsão inicial receberam a dose nas unidades e locais de vacinação. (Foto: Prefeitura de São Mateus do Sul)

Uma medida simples: a higiene, associada ao hábito determinado em decreto de usar máscaras. Somados da busca por imunização frente à influenza. Juntos perfazem um novo cenário diante da proliferação do Coronavírus e campanha de vacinação alcança quantitativos recordes em São Mateus do Sul. Não protege contra o Covid-19, mas facilita monitorar pacientes em possíveis quadros gripais.

A detecção e o medo de estar contaminado com o novo vírus permanecem na sociedade. Somente um exame laboratorial, indicado para pacientes que são atendidos, monitorados e, mesmo assim, mantém sintomas do Covid-19. Isso seguindo os protocolos e orientações médicas no sistema público de saúde, para ser realizado. Não depende apenas do interesse do paciente, mas elencando ao tratamento.

Caso queira, o cidadão pode recorrer a exames laboratoriais por conta própria na rede privada ou ao teste rápido aplicado para alguns setores específicos, ou comprados em algumas farmácias do país. Estes podem ser adquiridos de forma particular e podem dar este diagnóstico sobre Coronavírus para as pessoas. Tudo, mesmo no sistema privado com orientação médica e seguindo parâmetros.

A relação da vacinação contra a gripe entra indiretamente nesta rota. Autoridades de saúde compreendem que o próprio medo leva as pessoas em se apegarem aos meios de proteção à saúde. Disso a recorrente busca pela vacina, numa faixa etária, às vezes, com imensa dificuldade de alcançar as metas: os idosos. Em 2020, os números apontam para um cenário muito diferente.

Fases da vacina

A 1ª fase, iniciada em 23 de março, imunizou idosos e trabalhadores da saúde; tendo 111% e 100%, respectivamente conforme detalhou a coordenadora de Atenção Básica – Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), enfermeira Jaqueline Maria Guimarães. A 2ª fase envolveu diversos grupos de trabalhadores, dentre eles privados de liberdade, setores de segurança, caminhoneiros, demais motoristas e doentes crônicos.

O total de doses aplicadas, segundo Jaqueline Guimarães, foi de 8.019, nas duas fases da campanha nacional. Idosos foram 4.611, trabalhadores de saúde 859, força de segurança e salvamento 91, caminhoneiros 274, trabalhadores de transporte coletivo 41, população privada de liberdade 38, portadores de doenças crônicas não transmissíveis 2.016, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medida socioeducativa 38.

Na última fase, dois desdobramentos. Nesta semana (entre os dias 11 e 15/05) para crianças de seis meses até seis anos, deficientes, gestantes e puérperas (mulheres que tiveram seus filhos nos últimos 45 dias). Encerrando a campanha com servidores da educação, tanto pública quanto privada, e adultos entre 55 e 59 anos. Este grupo receberá as doses entre 18/05 e 05/06.

A enfermeira, inclusive, esclareceu os motivos que deixaram os professores para o final da campanha. Isso porque, devido à suspensão de aulas presenciais, estes profissionais, seguem com suas ações no campo virtual – com teleaulas e demais formas de ensino e atendimento, na maioria, sem o contato presencial com pais ou alunos. O que justificou protelar a vacinação para este grupo.

Relação com higiene

Jaqueline Guimarães observa que o uso das máscaras, determinadas nas esferas de governo municipal e estadual, é outro elemento importante. Isso porque, não apenas inibe a transmissão de Coronavírus, mas também de outras influenzas sazonais. “Ajuda muito, sem dúvida”, explica. Isso porque não implica tanto em ser contaminado, mas evita transmitir para quem está próximo.

Outra medida que parece muito simples, mas é fundamental e, talvez a sociedade até não percebia, é lavar as mãos com água e sabão. Na impossibilidade disso se utilizar de álcool gel 70% ou (gel 70 INPM). Prática que faz parte das medidas sanitárias em ambientes públicos e privados, sendo parte das medidas sanitárias decretadas. Regras que auxiliam para evitar a contaminação.

Sidnei Muran

Sidnei Muran

Jornalista (MTB 7597 DRT/PR), formado pelo Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), pós-graduado em História e Cultura pela Unespar – campus de União da Vitória e Licenciado em História pela Unespar – campus de União da Vitória.
Sidnei Muran

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