Iede em sua casa com a coleção de álbuns que tem. (Fotos: Alexandre Douvan/Gazeta Informativa)

Iede Maria Comin Skalski foi a primeira e até o fechamento desta edição a única pessoa a conseguir completar o álbum de figurinhas do Clube Atlético Sãomateuense (CAS). Em poucos dias, ela comprou e trocou as figurinhas que preenchem o álbum idealizado pelo ex-atacante do Clube, Claudinei Pacheco. Não se trata de uma simples coleção de figurinhas, uma série de curiosidades envolve o processo.

“Logo no primeiro pacote de figurinhas eu encontro o Edison Schramm, que foi meu vizinho”, conta Iede. E não foi apenas isso: no primeiro pacote estavam a já citada figurinha número 1 e também a última, ou seja, ela começou o álbum pelas duas extremidades.

Depois de já ter completado boa parte do álbum, Iede comprou mais um pacotinho com figurinhas e a sorte – ou coincidência, como queira – bateu à porta mais uma vez: havia três brindes dentro: ganhou mais dois pacotes de figurinhas e uma camiseta do Clube Atlético Sãomateuense.

No dia seguinte, 27 de janeiro, foi até o local onde deveria retirar a camiseta e gravar número e nome às costas. “Perguntaram qual número eu queria, aí como ganhei o prêmio no dia 26 e completei o álbum, escolhi esse número”, conta Iede Skalski. Para sua surpresa, deu-se conta de mais uma relação curiosa: encontrou o brinde no pacote de figurinhas no dia 26, escolheu o número 26 para a camisa e quando olhou no álbum a figurinha de número 26 é exatamente do mesmo modelo que a do brinde que ganhou.

Uma colecionadora de álbuns locais e leitora assídua

O álbum de figurinhas do Clube Atlético Sãomateuense passou longe de ser uma novidade para Iede. Ela possui nada menos que quatro álbuns da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e dois exemplares da segunda edição, também da Apae, com figurinhas das escolas do município. Todos os álbuns estão completos.

Gentil e bem-humorada, Iede recebeu a reportagem em sua casa e com bastante interesse mostrou os álbuns que possui e as duas figurinhas – do álbum das escolas de São Mateus – em que seus netos estão presentes. “Veja se isso não é uma coincidência”, comenta ela em determinado momento.

E realmente, como narrado no início da reportagem, uma série de coincidências fizeram parte do processo de encontro das figurinhas e colagem no álbum, mas o que não é coincidência nessa história toda é o gosto de Iede pela leitura.

“Leio todos os dias e faço palavras-cruzadas ao menos três vezes por semana”, revela. Seu acervo pessoal conta com milhares de livros, todos muito bem conservados. A leitura é um verdadeiro hábito em sua vida. “Eu viajo, eu conheço lugares através da leitura”, diz ela.

E essa observação feita por Iede tem todo respaldo científico. De acordo com publicação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), os benefícios da leitura não atuam no nosso cérebro apenas no presente. Apontam que ler pode ser uma forma de proteger a mente contra o surgimento de doenças neurodegenerativas, e quando lemos melhoramos o funcionamento cerebral, o que ajuda a “atrasar” sintomas de doenças e também há o aumento das conexões neurais durante a leitura. Um dos estudos citados pela PUC foi realizado pela Universidade Emory (EUA), o qual descobriu que ler afeta nosso cérebro da mesma forma como se realmente tivéssemos vivenciado os eventos sobre os quais estamos lendo. Outro fator benéfico da leitura apontada pelos professores da PUC é a melhoria em nossa capacidade de empatia, ou seja, de nos colocarmos no lugar de outras pessoas.

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