Na imagem, Orloj, o relógio astronômico medieval localizado em Praga, na República Tcheca. (Fonte: Foter)

Alguns de vocês já devem ter ouvido falar ou lido a respeito do “inferno astral”. Mas será que ele é real?

O fato é que no período que antecede nosso aniversário, tudo parece um pouco mais difícil e, se não lidamos bem com este momento, podemos até adoecer.

Há quem acredite na astrologia. Eu acredito que as energias do universo afetam tudo à nossa volta, inclusive a nossa vida. Esses efeitos são mais perceptíveis em relação ao Sol e a Lua, os astros mais próximos de nós. Afetando o clima ou marés, por exemplo, mudam as condições de vida em nosso planeta e, por consequência, afetam a nossa qualidade de vida, tanto física quanto psicologicamente.

Então, desde a antiguidade (7 a.C.), povos têm criado seus horóscopos (mapas da hora, na origem da palavra). O horóscopo é um mapa que reflete as posições exatas dos planetas do zodíaco em um determinado momento. A partir dele, poderiam ser feitos diversos tipos de análises simbólicas, que fornecem informações sobre a personalidade de uma pessoa, acontecimentos e tendências ou previsões, em função de possíveis repetitividades de fatos ou acontecimentos observados ao longo do ano solar, ao longo da história (a versão registrada).

O zodíaco, como estabelecido pelo horóscopo ocidental, sofreu influência das imagens da mitologia de babilônios, egípcios, gregos e romanos. Muitas outras culturas usaram formas de previsão similares com base em seus próprios calendários, como os maias, astecas, egípcios e chineses.

Talvez a crença na eficácia do horóscopo seja reforçada por um fenômeno psicológico, normal, onde as pessoas se lembram das coincidências e esquecem dos erros em relação às previsões.

Deixemos de lado os prognósticos astrológicos e os mapas astrais. Voltemos a sensação de que nada dá muito certo pouco antes de nosso aniversário. Eu acredito, como escrevi anteriormente neste espaço da Coluna, que a vida é feita de ciclos.

Então, antes de completarmos mais um ciclo, fechado no momento em que a Terra, em sua volta em torno do Sol, chega ao exato ponto que coincide com a data de nosso nascimento e convencionamos chamar de aniversário (do latim “annus” e “vertere” – aquele que volta todos os anos), tendemos a parar para pensar em tudo o que fizemos, no que aconteceu ao longo desse ciclo. Muitas vezes enfatizamos o negativo, o que não deu certo, os eventos indesejados. Por consequência, o período se torna mais doloroso, amargo.

Dizem que, se conselho fosse bom, ninguém ofereceria de graça. Também é mais fácil aconselhar do que fazer. Apesar disso, eu arriscaria recomendar que usássemos esse período justamente para refletir e transformar nossas conclusões em relação ao período passado para construir algo positivo. Planejar melhor o próximo ciclo e, principalmente, agradecer o que de bom aconteceu.

A oportunidade de iniciar um novo ciclo já é algo a se valorizar. Quantos ficaram pelo caminho, não é mesmo? Mais uma vez: gratidão é fundamental.

Aqueles que se foram, com certeza, se pudessem, nos diriam para continuar acreditando nos nossos sonhos e que buscássemos viver melhor cada momento que nos é oferecido após uma noite de sono.

Também podemos pensar que há outros onze meses no ano e que, em contrapartida, há um “paraíso astral”, também. Assim, podemos escolher o que valorizar.

Agradeço a oportunidade de iniciar um novo ciclo, neste final do mês de julho. Que eu possa contar com vocês aqui, neste novo trecho da jornada. Obrigado pela leitura! Contem comigo

Adnelson Borges de Campos
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