Com a aproximação do início do ano letivo pais e mães já se preocupam com a aquisição da lista de materiais escolares e movimentam comércio local. (Fotos: Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

Início de ano é sempre marcado como o período em que acumulam-se algumas das principais cobranças rotineiras dos brasileiros e dentre estas tradicionais despesas estão as com os materiais escolares.

Previsões da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE), estimam que o reajuste nos materiais escolares possa ultrapassar os 9% na comparação com o ano de 2018.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em um balanço da trajetória de preço do material escolar encontrado em livrarias e papelarias de todo o país, neste início de ano revela um aumento que supera a inflação estimada em 3,50% para os últimos 12 meses. A pesquisa partiu do levantamento de cerca de 50 itens da cesta de material escolar.

Em São Mateus do Sul, a equipe da Gazeta Informativa entrou em contato com pais e empresários do ramo para analisar a questão dos materiais escolares e inclusive, traz aos leitores algumas dicas para economizar na hora das compras.

O empresário Otoniel França Santos, relatou que os produtos das famosas listas que tiram o sono dos pais tiveram um aumento considerado pequeno tendo em vista os anos anteriores, não chegando a ultrapassar a casa dos 3%, porém chama a atenção que as linhas personalizadas tem uma diferencial bastante significativo nos valores. “Hoje um caderno com o mesmo número de páginas e formato possui valores extremamente diferentes em relação à existência de figuras ou personagens da mídia que as crianças convivem diariamente”, informa.

De acordo com Otoniel, as linhas de personagens são as mais procuradas pelas crianças e estão cada vez mais em alta, pela procura e pelos valores. Em seu estabelecimento, em São Mateus do Sul, um penal dito comum, custa em média R$ 7,50, enquanto um mesmo produto que possui a imagem de determinado personagem chega a quatro vezes mais, porém, o empresário não pode deixar de ter em suas prateleiras, pois a procura só aumenta.

Os pais mais adiantados já estão garantindo a aquisição dos materiais mesmo com semanas de antecedência ao início das aulas. É o caso da são-mateuense Fransley Kurek dos Santos, mãe da Sofia Kurek 8 anos e da Alice Kurek dos Santos, de 5 anos, que já fez suas compras nas lojas do município e afirma que sentiu no bolso uma possível baixa, principalmente em relação aos materiais solicitados pelas escolas municipais e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI’s).

Segundo Fransley, ela adquiriu os materiais para suas duas meninas e gastou menos com a lista da escola pública deste ano pois foi solicitado apenas o básico e não houve nada de exagero. “Acredito que os materiais fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação tenham auxiliado nossa lista. Também notei diferença nos valores de lápis de cor e sugiro aos pais que pesquisem, talvez comprar em mais de um lugar. Também acredito que gastei menos porque no ano passado eu tinha a Sofia estudando no terceiro ano em escola particular e a lista de materiais é enorme, e a Alice estava no CMEI, onde são necessários vários tipos de papel e materiais para os trabalhinhos. Este ano tenho uma no primeiro e outra no quarto ano, ambas estudando na rede pública”, diz.

A empresária Franciele Nadolny relatou que a movimentação com as compras de materiais escolares em São Mateus do Sul já iniciou no ano passado, quando muitos clientes já aproveitaram a utilização do 13º salário e adquiriram muitos materiais da linha 2018, com valores diferentes de muitos que chegaram para a venda em 2019. Franciele afirma que o aumento, indiferente ao seu porcentual, chega ao comerciante e ele precisa repassar no produto final para arcar principalmente com impostos.

A estudante Anne Karoline Ferreira Cordeiro, 17 anos, utiliza de uma estratégia que talvez já seja bastante utilizada pelos pais e muitos alunos que como ela, visam sempre economizar da melhor forma possível. A jovem seleciona e guarda os cadernos dos anos anteriores que ainda possuam folhas e condições de uso e os encapa de forma diferente. “Já atuei como professora também e sei o valor que cada material tem no bolso de um pai e uma mãe de família. Hoje utilizo desta estratégia para eu mesmo economizar”, diz.

Cabe salientar também que a lei nº 12.886/2013, proíbe a exigência dos itens de uso coletivo, como materiais de escritório ou de limpeza. Segundo a norma, a exigência é abusiva e os produtos devem ser de responsabilidade das escolas. A lei veta a exigência de itens como papel ofício em grandes quantidades, papel higiênico, álcool, flanela e outros produtos administrativos, de consumo, de limpeza e higiene pessoal.

Dicas para os leitores da Gazeta Informativa economizarem

1º Verifique os materiais que sobraram do ano anterior e que ainda tem condições de uso e reaproveite. Tais como: lápis, canetas, réguas e mesmo as mochilas.

2º Aos alunos que necessitam adquirir livros didáticos, sugere-se que procurem pais de alunos que já tenham frequentado aquela série e troque os livros usados, pois muitas escolas utilizam do mesmo material.

3º Procure pagar à vista e pechinche, pois o desconto pode ser significativo no final das compras.

4º Se precisar dividir, opte por pagamentos que caibam no seu bolso para não comprometer o orçamento do restante do ano.

5º Uma sugestão comum dos empresários da cidade é tentar fazer as compras sem levar as crianças, pois elas sempre irão preferir aquele produto que chame mais a sua atenção e muitas vezes não adeque-se a sua necessidade e valor.

6º Se precisar levar os filhos, tenha uma conversa clara com eles e explique a realidade e o verdadeiro objetivo da aquisição dos materiais escolares antes de sair às compras.

7º Prover pesquisa dos materiais escolares de loja em loja é crucial, talvez os preços possam ser parecidos, mas as condições de venda e pagamento e a qualidade do atendimento sejam os diferenciais que você precisa.

Colaborador

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