Policial

John Lenon é condenado a 30 anos de prisão em Canoinhas

(Foto: Edinei Wassoaski / JMais)
(Foto: Edinei Wassoaski / JMais)

John Lenon durante o julgamento

Julgamento terminou na madrugada desta quarta-feira, 21

Às 2h30 da manhã desta quarta-feira, 21, o tribunal do júri da comarca de Canoinhas concluiu o julgamento de John Lenon Moreira Alves, 19 anos, e Patrik da Silva, 22 anos, acusados de assassinar Alexandre da Cruz, aos 21 anos, em 8 de fevereiro do ano passado com um tiro no rosto em frente a danceteria Vila Multishow,em Canoinhas.

De acordo com a sentença, John Lenon foi condenado em todos os quesitos apresentados aos jurados, acumulando 20 anos e um mês anos de prisão pela morte de Alexandre, 30 anos por tentativas de homicídio contra duas pessoas que foram baleadas, mas sobreviveram, além de 2 anos de prisão por porte ilegal de arma, totalizando 30 anos de prisão. No caso de várias condenações, a justiça opta pela maior com acréscimo conforme a Lei Penal, daí a condenação se resumir a 30 anos.

Patrick foi condenado a 18  anos e 10 meses por dirigir o carro em que John Lenon estava quando disparou pelo menos cinco tiros a esmo contra o público que frequentava a danceteria.

John Lenon teria sido expulso da danceteria depois de se envolver em uma briga. Ao ser retirado, prometeu vingança contra os seguranças. Pouco depois teria disparado os tiros de dentro do carro que seria dirigido por Patrick.

Patrik chegou a assumir a autoria do crime, mas foi desmentido pela própria advogada, Ortenila Dick. “Não sei porque ele está mentindo”, afirmou a advogada.

A defesa se apoiou no forte clamor popular para sensibilizar os jurados.

O julgamento foi acompanhado desde o início até o encerramento por uma plateia lotada.

ENTENDA O CASO

Alves é acusado de disparar vários tiros contra os frequentadores da danceteria Vila Multishow, em Canoinhas. Ele teria sido expulso por seguranças de dentro da boate depois de ter se envolvido em uma briga. Ao deixar o local,  teria prometido vingança contra os seguranças. Momentos depois, acompanhado de Patrik da Silva, que dirigia o carro no qual ele estava, Alves teria retornado armado com um revólver e disparado vários tiros a esmo. Um dos tiros atingiu o olho do estudante Alexandre, que morreu pouco depois na UTI do Hospital Santa Cruz. Outras duas pessoas – uma moça de 24 anos e um rapaz de 22 anos – foram atingidos pelos tiros e foram levados pelos bombeiros ao Pronto Atendimento Municipal. Alves tem várias passagens pela delegacia desde quando era menor de idade. Alexandre tinha família em Canoinhas, mas, no momento, morava em Joinville, onde estudava Logística. Na formatura, ocorrida em novembro passado, os pais de Alexandre receberam uma placa de homenagem dos colegas.

Por Edinei Wassoaski / JMais

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