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Jornalista polonês que chegou em São Mateus do Sul de bicicleta busca encontrar seus antepassados da família Toporowicz, Huk e Grabowski

Miłosz Szymański chegou em São Mateus do Sul na quarta-feira (18), e viajou 10 horas com sua bicicleta. O polonês está em busca de familiares na localidade do Turvo Barracas. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Até onde você iria em busca do seu passado familiar? Seria capaz de viajar quilômetros para encontrar vestígios de uma época que você só teve contato há pouco tempo através de cartas? Toda essa loucura faz parte da realidade do polonês Miłosz Szymański, que chegou em São Mateus do Sul de bicicleta em busca de sua história na quarta-feira (18). Para entender melhor toda essa aventura, a equipe da Gazeta Informativa contou com a ajuda do intérprete Irio Janoski, que traduziu a entrevista e também contribuiu para uma importante busca de Szymański.

Natural de Swarzędz, na Polônia, após o falecimento de sua avó, Miłosz acabou encontrando algumas cartas que tinham como remetente a localidade de Turvo Barracas, em São Mateus do Sul. Datadas de 1953 e 1954, as cartas escritas em polonês retratam como estava a vida de Franciska Huk, filha de Antonina Grabowski e neta de Laurenço Toporowicz. A família enfatizava nessas cartas que estava feliz por ser dona da própria terra (algo que eles não tinham na Polônia). Ela também comentava que a família plantava feijão, batata, arroz, centeio, trigo e erva-mate. Junto das cartas estavam anexadas fotos da família que residia aqui no município.

Ficando entusiasmado com todos esses achados, Miłosz começou a pesquisar alguns sobrenomes no Facebook junto da localidade de São Mateus do Sul. De acordo com ele, na sua cidade na Polônia existem pouquíssimas pessoas com o sobrenome Toporowicz, o que fez ele ter a certeza de que aqui encontraria familiares.

Da esquerda para direita: Miłosz Szymański e Irio Janoski, que realizou a tradução da entrevista exclusiva realizada pela Gazeta Informativa. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Para finalizar mais um de seus cursos, o polonês apresentou a ideia de contar um pouco mais sobre como está a vida de seus parentes no sul do Paraná como forma de trabalho de conclusão. Com o apoio e incentivo do professor Cezary Łazarewicz, Miłosz iniciou a sua busca.

Chegando em Curitiba, o polonês comprou uma bicicleta e resolveu vir para São Mateus do Sul com o meio de transporte alternativo. Com o português arrastado, ele comenta que já esteve no Brasil cinco vezes, mas em São Mateus do Sul está pela primeira vez. “Levei dez horas para chegar até aqui. A vista é muito bonita e o trajeto me deixou cansado por conta das subidas”, diz.

Entrando em contato com Sandro Zminy Vitonski, o polonês chegou ao município e já planeja conhecer a localidade de Turvo Barracas, de onde as cartas foram enviadas. Conversando com Irio Janoski e comentando o nome de seus familiares, Miłosz foi surpreendido e conheceu já no primeiro dia os primeiros “primos” são-mateuenses. “Estou muito animado para conhecer mais pessoas da minha família”, comenta.

Um dos motivos que o deixou mais feliz é saber que a menina Sofia Grabowski, da fotografia que ele guarda, ainda está viva. “Quero bater na porta da casa dela, apontar para a foto e perguntar se ela sabe quem é”, diz animado.

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