Política e Cidadania

Jovem advogado trilha em busca da prefeitura

Articulado num discurso firme e com propriedade jurídica, Emerson Gielinski Bacil, dirige a rádio Cultura Sul FM de São Mateus do Sul e quer ascender ao comando do município nas eleições deste ano. (Foto: Gazeta Informativa)

“Nossa sociedade necessita de três tipos de educação: moral para não fazer coisas erradas; acadêmica para se adquirir boas habilitações e cultural com hábitos de civilidade. Elas fazem toda a diferença. Sem essas três qualidades a educação não está completa para muitos desempenharem funções de liderança. A educação moral as igrejas muito contribuem. A acadêmica, as escolas e faculdades se responsabilizam por ela, juntamente com a família. Mas, a educação cultural ninguém se responsabiliza dela. Isso é uma ideia de, por onde, devemos começar”, analisa o pré-candidato do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Emerson.

Apresentação

Emerson Gielzinski Bacil acabou de superar a marca dos 30 anos. Desses, sete na advocacia. É diretor da rádio Cultura Sul FM e cursa doutorado em Ciências Jurídicas na Argentina. Recentemente, por dois anos foi presidente da Câmara de Dirigentes e Lojistas (CDL – 2013/2014). Isso o fez demonstrar habilidade administrativa e como resultado dela a entidade ampliou as instalações e atribuições. “Criamos novos serviços como: Coopercard, certificação digital, promoção ‘Ação para Futuro’ e migramos o convênio saúde para on- line”, detalha. Além disso, fez parte do Conselho de Segurança (Conseg), na função de conselheiro e, atualmente, está na diretoria do Sindicato das Empresas de Radiodifusão do Paraná (SERT).

Qualificações

“Sou uma pessoa simples, versátil, flexível, arrojado, sempre alerta, curioso e dinâmico”, se define Emerson Bacil. “A objetividade é importante para não perder o foco, vivo o presente com uma estreita sintonia com o mundo, sou uma pessoa que não me contento com o comodismo, responsável e tenho capacidade executiva de gerir”.

Obviamente, quando se pensa num município, entra em ação dar conta das demandas e necessidades. O pré-candidato segue nessa linha. “A gestão pública deve atender às necessidades e expectativas do povo. O gestor precisa ter senso crítico apurado, ‘focar no povo’. É preciso reorganizar estruturas, processos e hierarquia para lidar com desafios como as novas parcerias e estabelecer novas formas de relacionamento entre governo/cidadão e entre governo/funcionários”.

Democracia

Na visão de Emerson Bacil, o processo democrático brasileiro está cada vez mais consolidado. Por sua vez, as pessoas estão mais conscientes de suas co-responsabilidades na gestão da cidade e do campo. “O desafio do gestor público municipal é estabelecer estratégias de desenvolvimento sustentável, implantando ações com base em fatores políticos, econômicos e sociais, de médio e longo prazo, numa abordagem de políticas públicas integradas”, observa, frente à conjuntura geral.

Isso tudo, na visão do pré-candidato, sem deixar de lado preocupações mais pontuais, como expectativas positivas no futuro: como renda, trabalho e bem estar. Por conta disso, é responsabilidade do poder público buscar alternativas que sejam viáveis e estabelecer um planejamento que possa colocas as ações em práticas.

Crise

Mantendo posicionamento firme e sem se furtar ao contexto, Emerson Bacil define o momento nacional como de ‘extrema instabilidade moral – político – financeira’. “Há anos não víamos tantas pessoas nas ruas buscando por um governo mais justo, mais honesto e que preze pelos direitos básicos de sua população: alimentação, educação, transporte, segurança, saúde e saneamento básico”.

O otimismo do pré-candidato o faz acreditar que a crise é momento de oportunidade, virada de jogo e novas conquistas. Para isso, fica a dica. “Basta termos confiança em si, eu confio que sou capaz de honrar e atender aos anseios de direito.” Sempre alicerçado na dignidade e entrando no campo político porque, distante dele, não poderia dar a sua parcela de contribuição. “Com ideias e propostas que tenho a oferecer, eu acredito, dará muito certo”.

Minirreforma

O entendimento de Emerson Bacil é de que é tardio. A mudança, frente às doações para campanha, foi importante, mas outras questões cruciais ainda permanecem, como ‘influências exageradas’ que deixam as eleições distante da igualdade. Outro avanço seria o fim da reeleição com aumento do mandato para cinco anos. “Com certeza o melhor diferencial está na nova forma de fazer política. O Youtube, Facebook, Whatssap, Linkedin, Twitter, enfim, redes sociais, para criar oportunidades de alcançar pessoas e mostrar posicionamento político-econômico-social. O político precisa acompanhar a evolução como um todo, entender e ouvir a população”, acrescenta.

Voto

Caso seja confirmada sua candidatura, Emerson salienta que não há justificativa singular, mas um contexto que precisa ser avaliado pelo eleitor. “Neste caso me apresento como uma pessoa que trabalha no comércio, com ideias arrojadas e inovadoras buscando um novo, com consistência e credibilidade”. Além disso, seu entendimento é de que a democracia tem relação direta com o fato de ouvir o povo, usando de todas as formas e ferramentas de comunicação, em conversa franca e simples.

A expectativa do pré-candidato é de que o eleitor seja sábio, consciente e escolha confiando, mas investigando desde a postura e vida pessoal até a viabilidade das propostas. Depois do voto, vem o acompanhamento e fiscalização das ações que se propôs. Nesse contexto, ele sinaliza possíveis negociações e possíveis alianças. “Há muita conversa até a convenção, mas o partido já está em conversação com demais para decidir.”

Desafio

Emerson Bacil enumera níveis de desafios: pequenos, médios e grandes. Na agenda de propostas do pré-candidato são consideradas: saúde, educação, estradas no geral, desemprego, violência, erradicação do trabalho infantil, analfabetismo, saneamento básico, industrialização, lazer, desenvolvimento da cidade e do campo. Ambas de uma forma sustentável. “É difícil de uma maneira breve destacar todas as importâncias que devemos discutir, mas no decorrer das conversas que teremos pela imprensa e mídias sociais teremos oportunidades de, principalmente, ouvir você”.

O pré-candidato cita que há problemas de gestão que devem ser projetados e executados por cada pasta do governo. “Sempre em observação, aplicando metas e o seu cumprimento”. O intuito é encontrar soluções, não apenas paliativas, mas sim pontuais e efetivas. “Desta forma, resumidamente: a saúde, educação, emprego e criar mecanismos para que o salário possa ter mais poder de compra, proporcionando assim mais lazer, cultura, investimento e empreendedorismo”, especifica.

Fatores externos

O pré-candidato enumera que, questões externas e que independem do município por serem parte do âmbito Estadual e Federal, afetam a organização municipal, direta ou indiretamente. Dentre eles: crescimento do Produto Interno Bruto (PIB); acreditar nos empreendedores; desafogar as empresas dos impostos e taxas inacabáveis, aumento da renda per capita; retração da inflação (Justiça social e diminuição da desigualdade); reconstrução da Petrobras e Eletrobrás e industrialização.

Além disso, crédito ao pequeno empreendedor do campo ou cidade e menos burocracia; reforma política e tributária; diminuição do gargalo de infraestrutura; aumento do nível de formação bruta de capital fixo; diminuir o endividamento das famílias; acabar com privilégios de alguns setores – apresentar política de longo prazo; combate à violência – criar uma coordenação nacional para segurança pública; tomar as devidas precauções com a crise de energética; melhorar a confiança do mercado na condução do governo; não maquiar os números como superávit. Esse leque de situações é parte do cenário de interferência descrito.

Diferencial

“Ouvir você… já iniciei um trabalho onde as pessoas têm espaço para falar de seus problemas e colaborar para que juntos, com a voz do povo, fazendo disso um diferencial, já que isso não existe nos dias de hoje”, descreve Emerson Bacil. “A falta de tempo não é desculpa. É preciso reservar um espaço para cuidar das questões políticas da sociedade em que está inserido. Não tenho nada a oferecer senão sangue, trabalho árduo, suor e lágrimas”. O foco do possível concorrente à prefeitura é de se sustentar em ideias de uma gestão moderna, na busca de um diferencial.

“Tenho coragem de seguir meu coração e minha intuição”, frisa. “Deixo minha história pessoal como um livro aberto a quem interessar e também minhas credenciais para ser um gestor público, ao dispor da sociedade. Com a certeza que voltaremos a ter dias melhores. Muito obrigado e que Deus nos abençoe, todos.”

Disputa

O jornal busca agir na isonomia, abrindo espaços para todos os pré-candidatos. Anteriormente, Telma Staniszewski, Hemerson Baptista e Luiz Adyr já puderam expor suas proposições. Tudo dentro das prerrogativas legais, respeitando pessoas, opiniões e, principalmente, a legislação em vigor. Na sequência, outros terão a mesma oportunidade.

Jornalista (MTB 7597 DRT/PR), formado pelo Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), pós-graduado em História e Cultura pela Unespar – campus de União da Vitória e Licenciado em História pela Unespar – campus de União da Vitória.
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