Instigada em sala de aula, Nicolly desenvolveu seu próprio empreendimento, demonstrando que o incentivo nas séries iniciais é de suma importância para o desenvolvimento cidadão, econômico e empreendedor das crianças. (Fotos: Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

O Slime é a nova moda de massa de modelar que vem dominando a internet e as brincadeiras entre as crianças. Também conhecida como amoeba, nada mais é que a otimização aos tempos atuais da antiga geleca, brinquedo que fez muito sucesso nos anos 80, uma espécie de massa composta basicamente de cola branca.

O brinquedo que retomou seu sucesso e até então encanta crianças, jovens e até mesmo adultos em várias cidades ao redor do mundo e que tem o formato de uma massa colorida que possui uma textura maleável, foi a ideia que motivou a pequena Nicolly Ramina Ribas de 11 anos, a criar seu próprio negócio e ganhar seu dinheirinho.

Filha dos são-mateuenses Luis Agostinhaki Ribas e Marli Ramina Ribas, os pais contam que tudo começou com aquela tradicional bagunça, depois de assistir vários vídeos na internet que ensinam as crianças a fazer sua própria Slime. “A partir deste momento ela colocou as mãos na massa e resolveu se empenhar na produção. Acreditamos no potencial dela e colaboramos com a aquisição dos primeiros materiais”, conta a mãe que relata que a filha estudava pela manhã e possuía um tempo muito ocioso no período da tarde. O Slime fez com que ela tivesse uma opção de entretenimento e deixasse de apenas ficar no celular ou assistindo TV.

De acordo com a mãe, tudo começou graças ao incentivo que ela recebeu em sala de aula e no aprendizado que obteve com a realização do projeto Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPS), que vem sendo aplicado em todas as escolas municipais de São Mateus do Sul. “O projeto a incentivou e colaborou desde o início, quando ela mesma já iniciou o controle de sua produção e organizou um livro caixa anotando entrada e saída de produtos e capital, e nós sempre à incentivamos”, diz.

O que era para ser brincadeira de criança e se tornou um negócio sério, começou por volta do mês de abril de 2018, como conta Nicolly. “Fui incentiva justamente nessa onda dos Slimes. Quando todo mundo estava mexendo com isso eu busquei me informar assistindo vídeos na internet e resolvi experimentar. Deu certo e comecei a levar para a escola a fim de mostrar para meus amigos. Todos ficaram impressionados, pois a maioria não conseguia fazer e queriam adquirir meus Slimes, foi aí que então decidi começar a vender e cada vez mais as pessoas conheceram a ideia”, afirma.

Hoje a produção dos Slimes já é comercializada em todo o município, inclusive, em outras cidades graças ao empenho da pequena são-mateuense. Muitas pessoas que conhecem o trabalho se encantam e adquirem os produtos para os filhos, netos e mesmo para si próprios. Os adultos também se beneficiam dessa brincadeira, pois o Slime age de forma quase terapêutica, e a técnica é utilizada para relaxar e diminuir a ansiedade.

Nicolly Ramina Ribas tem apenas 11 anos e mora na Vila Buaski, em São Mateus do Sul. Durante o ano letivo de 2018 foi aluna da Escola Municipal Pedro Effco, onde cursou o 5º ano. Em 2019 será aluna do Colégio Estadual Duque de Caxias.

O trabalho da jovem já se tornou referência em sala de aula de outros municípios como em Araucária, quando sua tia que é professora levou a experiência para a sala de aula. Nicolly criou um vídeo explicando o passo a passo de sua ideia e o mesmo foi repassado aos alunos que logo após enviaram cartas à parabenizando. Hoje o trabalho se tornará um artigo que em breve pode gerar ainda mais repercussão.

A jovem também realizou oficinas de Slimes em algumas escolas, levando o seu conhecimento para mais crianças, e garante que seu negócio que já tem nome próprio: “Nick’s Slimes”, jamais interferiu no seu rendimento em sala de aula.

Nicolly confessa que não esperava que sua ideia fosse alcançar o patamar que alcançou, mas agradece a colaboração da família, principalmente da irmã mais velha, Tainá Ramina Ribas, que foi uma de suas grandes incentivadoras, colaborando com a análise dos valores e materiais gastos até se chegar ao valor da comercialização.

A jovem já arrecadou cerca de R$ 700 desde o início do empreendimento, dinheiro que foi investido em uma viagem ao Beto Carreiro, arcou com suas despesas quando a família esteve na praia, comemorou seu aniversário junto aos amigos e ainda adquiriu seus materiais escolares para o ano letivo que em breve será iniciado. Nicolly frequentará o 6º ano no Colégio Estadual Duque de Caxias.

Questionada sobre qual é a sua receita na produção dos Slimes, Nicolly conta que usa cola branca normal, espuma de barbear, hidratante e bórax, e que o diferencial de seu produto que comercializa com os valores de R$ 3 à R$ 6, está no preparo da massa, que exige muito empenho e carinho ao se fazer.

Nicolly sempre é supervisionada pelos país e a irmã que lhe ajuda, principalmente a manusear os produtos que precisam da presença de alguém mais velho. A jovem possui um cantinho em seu quarto onde faz das suas ideias, uma fonte de renda graças ao seu comprometimento empreendedor.

Com o passar do tempo, Nicolly aprimorou seus produtos e hoje já comercializa o Slime de forma personalizada para cada cliente, com várias opções de cores e materiais que podem ser usados no produto final, como brilho, bolinhas, etc. Dando mais valor ao produto.

A pequena são-mateuense conta que além de utilizar as redes sociais e a venda com seus colegas, obteve sucesso mesmo quando resolveu ir à Feira Livre do Produtor para demonstrar seu produto, e foi surpreendida com o carinho da comunidade por ela e seu trabalho. Agora Nicolly objetiva aprimorar ainda mais seu trabalho e já faz planos para futuros investimentos e aplicações do capital. “Pretendo continuar meu trabalho e crescer cada vez mais, pois gosto do que faço e faço brincando”, garante.

O brinquedo que retomou seu sucesso e até então encanta crianças, jovens e até mesmo adultos em várias cidades ao redor do mundo e que tem o formato de uma massa colorida que possui uma textura maleável, foi a ideia que motivou a pequena Nicolly Ramina Ribas de 11 anos, a criar seu próprio negócio e ganhar seu dinheirinho.
Alexandre Müller
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