Participação de Lauriane no campeonato. (Foto: Acervo Pessoal)

Tudo começou em um projeto de incentivo ao esporte no Colégio Estadual Duque de Caxias que apresentou à jovem Lauriane Stavacz Afonso o Jiu-Jitsu. Hoje ela é bicampeã paranaense infanto-juvenil da modalidade e soma 18 medalhas em campeonatos, sendo 13 de ouro, 4 de prata e 1 de bronze.

De acordo com a jovem de apenas 14 anos, o projeto aconteceu no ano de 2016 em que o professor Osvaldo Soares Ferreira (Radiola) treinava os alunos interessados pela arte marcial. “Lembro que comecei sem confiança, mais na curiosidade mesmo”, diz. A jovem não possuía kimono, e logo depois o professor emprestou a vestimenta obrigatória na luta para ela prosseguir com os treinos. “No começo as aulas iniciaram com muitos alunos, dentre meninas e meninos. O tempo foi passando e de menina acabou ficando eu e mais uma colega”, conta.

Após perceber o avanço de Lauriane no Jiu-Jitsu, Radiola convidou a jovem para iniciar os treinos na academia Gracie Barra. Ela começou no horário infantil, prosseguindo para o horário adulto, sempre na companhia do seu pai Laodair Gritten Afonso (Tico), que a assistia de camarote cheio de orgulho. Apoio não faltou para a jovem, que sempre foi incentivada pela família a prosseguir em busca do que lhe faz bem.

Segundo Rafael Choma, treinador de Lauriane, um dos princípios da Gracie Barra é de que os mais graduados no Jiu-Jitsu têm o dever de ensinar os menos graduados, trabalhando em conjunto para o desenvolvimento de todo o grupo. “Em campeonatos que participamos, é visível o desempenho dos alunos da região. Em grandes lutas, vencemos muitas vezes lutadores de cidade grande”, diz. A dedicação de Lauriane vem de encontro com essas experiências. No tatame ela já venceu uma campeã mundial da modalidade em sua categoria.

Choma explica que o título de bicampeã paranaense é a soma de inúmeras lutas que a jovem participou durante o ano. De acordo com a academia, uma arte marcial não é composta apenas de técnicas ou estratégias de combate. A filosofia que define o propósito da prática e o código moral dos praticantes formam um elemento poderoso que não apenas determina a direção do desenvolvimento técnico mas a sobrevivência ou não da arte propriamente dita.

Lauriane, que hoje é graduada na faixa laranja, encerra incentivando a participação de mais mulheres no esporte. “Não tenham medo de iniciar algo novo. Nos treinos um respeita o outro em nome do esporte.”

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