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Júri inédito condena homem a 18 anos de prisão em São Mateus do Sul; entenda o caso

Caso aconteceu em 2010, onde o homem foi julgado por seis tentativas e dois homicídios. Caso é inédito na Comarca de São Mateus do Sul, e parecido com o acidente que envolveu o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho em 2009. (Foto: Arquivo Gazeta Informativa)

Um júri inédito no Fórum Túlio de França, na Comarca de São Mateus do Sul na última sexta-feira (20), condenou Michel Richard Golombieski, atualmente com 26 anos de idade, a 18 anos de prisão devido a um acidente de trânsito ocorrido no dia 19 de setembro de 2010.

Ele foi condenado a seis tentativas e dois homicídios, porém poderá recorrer em liberdade.

Entenda o caso

O acidente aconteceu em um domingo, dia 19 de setembro de 2010, por volta de 18h40, no trevo de acesso a Antonio Olinto. O condutor Michel Richard Golombieski conduzia um veículo Fiat Uno e bateu de frente com um veículo GM Prisma, com placas de Curitiba, após invadir a contra-mão no trevo de acesso à Antonio Olinto, que acabou deixando seis pessoas feridas e duas mortas.

O homem conduzia o veículo embriagado a uma velocidade de 120 km/h, em um trecho onde era permitido 60km/h. Além disso, ele não possuia a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ele teria invadido propositalmente a pista contrária, cruzando o trevo de acesso a BR-476 pela contra-mão, lançando seu veículo contra o veículo GM Prisma, conduzido por Antonio Sergio dos Santos Maciel.

Além disso, estavam no veículo Uno, Eunice Maria de Oliveira, Rodrigo Mareski Magalhães e Lucas Carol Lemos. No veículo GM Prisma, estavam Eduardo de Lima Maciel, que acabou morrendo, Maura de Jesus de Lima Maciel e Nicole de Lima Maciel.

As vítimas fatais foram identificadas como Fábio Faria dos Santos, e Eduardo de Lima Maciel, de apenas 10 anos.

Caso é parecido com o julgamento do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho

O ex-deputado estadual do Paraná Luiz Fernando Ribas Carli Filho foi condenado por duplo homicídio com dolo eventual a nove anos e quatro meses de prisão, pelas mortes de Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida.

Ele conduzia um Passat de Carli quando voou pela avenida Monsenhor Ivo Zanlorenzi, no bairro Mossunguê, em Curitiba, e bateu no Honda Fit em que os dois jovens estavam, matando ambos na hora, em 7 de maio de 2009.

O então parlamentar dirigia em velocidade entre 161 km/h e 173 km/h, conforme apontaram laudos periciais feitos posteriormente, com a carteira de habilitação cassada — 130 pontos e 30 multas, sendo 23 por excesso de velocidade —, e alcoolizado (ele próprio confessou ter bebido e dirigido). Ele teve ferimentos graves na cabeça e ficou internado por quase um mês.

Durante esses nove anos, a defesa de Carli apresentou mais de 30 recursos no Tribunal de Justiça do Paraná, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal, mas todos foram negados.

O júri popular que o condenou ocorreu em fevereiro, entre a terça-feira (27) e quarta-feira (28), na 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri, em Curitiba. Os jurados consideraram que ele assumiu o risco de matar ao dirigir em alta velocidade e alcoolizado.

Apesar da condenação, Carli não foi para a prisão imediatamente. Ele recorreu em liberdade (a defesa já confirmou que entrará com recurso) porque, neste caso, como a condenação do júri foi confirmada individualmente por um juiz, cabe reanálise em um órgão colegiado, ou seja, por um grupo de magistrados.

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri foi formado por sete pessoas da sociedade civil, escolhidas por sorteio em um grupo de 25, previamente convocadas pela Justiça. O placar de votos não é divulgado pela Justiça.

Fonte: Rádio Difusora do Xisto

Redação do jornal Gazeta Informativa

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