(Fotos: Acervo Pessoal)

Dia 15 de junho foi uma comemoração especial para uma grande história de luta e superação. Uma história de pioneirismo e muita dedicação em São Mateus do Sul, quando o Laboratório Vidalabor comemorou os seus 31 anos de existência.

É uma bela história que, na verdade, começou lá na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, cidade da gaúcha e cidadã honorária de São Mateus do Sul, Adelaide Minervini. Lá, ao mesmo tempo em que prestou vestibular para farmácia bioquímica na Universidade Federal de Santa Maria, ela também prestou concurso para técnica de laboratório na mesma universidade e passou em ambos. Com muita dedicação, terminou o curso em 1989, continuando a trabalhar no grande laboratório da universidade. Um grande amigo de faculdade com parentes em São Mateus do Sul, comentou e convenceu Adelaide a conhecer a cidade que precisava de um laboratório, principalmente o hospital local, era o Francisco Furlan. Coincidiu que o pai de Adelaide possuía um laboratório em Santa Maria, mas, sendo militar, fora transferido para Brasília e lá iniciou o curso de medicina. Recém divorciada e querendo ter seu próprio laboratório, veio conhecer a sua futura cidade e decidiu arriscar tudo, mudando completamente de vida. Em conversa com a diretoria do Hospital e Maternidade Dr. Paulo Fortes, na época tendo como presidente Miguel Picheth, montou no hospital o laboratório que era do seu pai “sem pedir permissão” ela confessa em meio a risos. Nesses tempos iniciais, quando ainda havia as freiras prestando serviços no hospital, lhe indicaram aquela que seria seu braço direito no início dos trabalhos: Lorete Santana.

Com o espírito de empreendedora e necessitando ampliar seus ganhos, além do laboratório, passou a ser responsável técnica da antiga Farmácia Maciel, trabalhando com o sr. Barros. Para ajudar na renda familiar, também passou a dar aulas de biologia, passando no concurso do Colégio São Mateus e dando aulas também no Colégio Integral. Adelaide atendia as Prefeituras de São Mateus do Sul e Antônio Olinto, ganhando a confiança dos médicos e, muitas vezes, praticamente posando no laboratório que ficava dentro do hospital, onde hoje é a enfermaria pediátrica.

Ela lembra com carinho das dificuldades iniciais e ri quando se lembra de como tudo era feito antes: fazendo coleta, levando para análise e os equipamentos não eram os modernos de hoje, também os materiais não eram descartáveis e sim de vidro, sendo necessária a esterilização em autoclaves. Era muito trabalho e não havia convênio com o SUS, pois este nem existia. Aos poucos, foram aparecendo alguns convênios, como o da Petrobras, que além de possibilitar um ganho financeiro, também dava ainda mais credibilidade ao trabalho desenvolvido. Para não perder o vínculo com a Universidade Federal até as coisas se firmarem, fazia plantões nos finais de semana lá em Santa Maria, a 750 km.

Nesses 31 anos são muitas histórias e Adelaide agradece primeiramente a Deus e também a todos aqueles que, de alguma maneira, participaram dessa bela história de 31 anos dedicados à saúde de São Mateus do Sul e região.

Passados esses anos e olhando para trás, ela vê que fez a escolha certa, pois aqui tem seu reconhecimento, sendo até eleita vereadora. É parada na rua por muitos para uma rápida conversa ou para receber aquele abraço de gratidão e foi em São Mateus do Sul que criou seus filhos, Luís Felipe, Paola, Caio e Yasmin, e conheceu seu grande parceiro Jackson, é com eles que recarrega as baterias para enfrentar, quem sabe, pelo menos mais 31 anos.

Hugo Lopes Júnior
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