Capa do álbum e uma das figurinhas. (Fotos: Sidnei Neck)

Em meados de 2020, um grupo de ex-jogadores do histórico Clube Atlético Sãomateuense (CAS) embarcou em uma iniciativa para reavivar o clube. Sidnei Neck, goleiro do clube nos anos 1990, comenta que surgiu a ideia de criar um grupo chamado “Restaura Atlético” no aplicativo WhatsApp. Em meio a isso surgiu a ideia de também criar um álbum de figurinhas.

O nome do grupo é “Restaura Atlético”, porque “a gente quer mesmo restaurar o Atlético Sãomateuense”, explica Neck. O processo para o ex-goleiro e motorista profissional reunir os antigos colegas foi adicionando um por um no grupo, mas depois diz que colocou um link em sua página do Facebook para aqueles que fizeram parte da história do Atlético também participassem das discussões.

E deu certo. Hoje o grupo conta com mais de 120 pessoas participando, entre ex-atletas e dirigentes, pessoas que ajudaram a construir a história do clube. Um dos participantes do grupo criado por Neck é Claudinei Pacheco, que teve a ideia de fazer o álbum.

“Eu coleciono figurinhas desde 1982, tenho coleção de todos os campeonatos desde a Copa de 82 para frente, sempre gostei de figurinhas e assim que a gente começou a juntar o grupo veio a ideia na hora”, conta Pacheco. Neck complementa que “a vida inteira a gente que é amante do esporte colecionou álbuns, da Copa do Mundo, do Brasileirão, então surgiu a ideia dele de pegar as fotos de quem estava no grupo e formar o álbum” que hoje tem 126 figurinhas.

Kaique Föetsch, filho de Claudinei Pacheco, foi o realizador de todo o trabalho técnico para a composição gráfica do álbum, desde o recorte das fotos ao desenvolvimento do design. Pacheco e Neck contam que da ideia inicial do álbum até a impressão foram de 3 a 4 meses. Destaca-se que das 126 figurinhas, nem todos são ex-atletas, há imagens de dirigentes, algumas figurinhas de camisas do clube, de times formados ao longo da história.

O álbum conta com figurinhas de atletas de todas as épocas desde os anos 1970. Para a segunda edição se projeta adicionar aqueles que ficaram de fora da primeira edição por não estarem no grupo inicial no WhatsApp. “Depois que a gente publicou o primeiro, o pessoal de outras épocas [anos 1950 e 1960]começou a entrar em contato e esses entram na 2ª edição”, comenta Pacheco.

Sucesso de vendas e nova edição a caminho

Perguntado como está a saída dos exemplares, Pacheco comenta com felicidade que tem consigo apenas mais quatro exemplares da primeira impressão. “Os 120 que foram impressos já foram todos vendidos, vem o segundo lote a partir de fevereiro”, revela Claudinei Pacheco. Das 18 mil figurinhas impressas não tem certeza de quantas já foram vendidas, mas a saída também promete ter sido grande.

“A partir de maio” é a previsão inicial de Pacheco para o lançamento da 2ª edição do álbum, com as figurinhas dos atletas e demais membros do clube que ficaram de fora do primeiro.

A importância do Atlético Sãomateuense no esporte local

“De quase tudo o que já aconteceu no esporte de São Mateus do Sul, o Atlético teve uma influência de 80%, porque já disputou vários campeonatos à níveis do estado, Ligas – de Palmeira, Irati, Lapa – com vários títulos conquistados”, assevera Sidnei Neck.

Ao longo de sua história, o time conquistou títulos de relevância para o esporte amador, além de chegar a disputar várias Taças Paraná, que é um campeonato amador, mas organizado pela Federação do Estado do Paraná, além da 3ª divisão do Campeonato Paranaense.

Claudinei Pacheco, Jackson Soares (diretor de esportes) e Aline Silveira (secretária de esportes do município).

Por conta disso, Neck comenta que o CAS sempre teve seu nome ligado à história do esporte são-mateuense. O clube está parado desde 2006, quando o estádio foi repassado para o município, depois veio a reforma que se estende já por quase 15 anos.

Valorização do esporte jogada para escanteio nos últimos tempos

“O esporte de São Mateus, realmente nos últimos anos não foi muito levado à sério”, é o que diz Sidnei Neck. Mas ele não deixa de destacar – sem citar nomes – que houveram sim movimentos importantes de “algumas pessoas que ainda se esforçaram, montaram times para disputar campeonatos fora, não só de futebol, mas de vôlei e de basquete”, contudo não se viu muito apoio para essas iniciativas.

O cartão amarelo nesse jogo vai para as autoridades, que segundo o ex-goleiro foram muito insipientes no auxílio e no apoio ao esporte nos últimos anos. “Por parte de autoridades, do município, falta muito mais apoio para o esporte de um modo geral”, comenta.

Contudo, nenhum jogo está perdido, pois acredita que com as mudanças administrativas atuais, haverá maior incremento ao esporte. “Pelo que conheço da nova administração, da nova secretária e do novo diretor, agora vai ter a valorização que precisa”, completa Neck.

O título mais marcante

Por aproximadamente 10 anos Sidnei foi goleiro do CAS. Ele se mudou para São Mateus do Sul em 1989 e já em 1990 passou a atuar no time. Nesse tempo todo, comenta que o que mais ficou marcado em sua memória foi o título da Liga de Palmeira de 1998.

“Vencemos o 1º turno sobre o Ipiranga e perdemos o segundo para o time de Palmeira. Na final o Palmeira não apareceu para jogar e ficamos com o título da Liga de Palmeira de 1998”, relembra.

Já para Pacheco, a memória mais marcante é da conquista da Liga de São Mateus. Na época a final foi entre o CAS e o União Vila Prohmann. No primeiro jogo da final, Pacheco perdeu um pênalti e saiu de campo abalado, pois o time perdeu por 4 a 3. “Na época o Schramm falou para mim ‘não esquente a cabeça que no segundo jogo você reverte tudo isso’. Aí o que acontece, marquei 3 gols no primeiro tempo da decisão”, lembra.

Para Neck, tudo o que foi feito no Atlético e pelo Atlético valeu a pena, “sem contar a família que foi criada”. E com esse novo ânimo proporcionado pelas conversas no grupo “Restaura Atlético” e pelo lançamento do álbum de figurinhas, uma novidade pode vir a agitar novamente o cenário esportivo da Terra do Mate. “Tentamos a partir de agora montar uma diretoria para que o Atlético volte a existir – está paralisado desde que o campo foi doado – e quem sabe voltar a disputar campeonatos até a nível de estado”.

Enquanto isso não acontece, resta aos fãs do esporte local colecionarem as figurinhas dos craques do passado.

O álbum está sendo vendido na Vitor’s & Cia a R$ 15,00 e a R$ 1,50 o pacote com 4 figurinhas.

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