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Leitor reclama de ‘lixo’ no Parque de Exposições. Prefeitura esclarece

Por conta de observar veículos entrando no local destinado para exposições e eventos e ali fazendo descarga de materiais sobre a pista de corrida, um leitor entrou em contato com o nosso jornal e pediu por esclarecimento frente ao que pra ele é ‘depósito de entulhos’ ali estabelecido. (Fotos: Gazeta Informativa)

Por conta de observar veículos entrando no local destinado para exposições e eventos e ali fazendo descarga de materiais sobre a pista de corrida, um leitor entrou em contato com o nosso jornal e pediu por esclarecimento frente ao que pra ele é ‘depósito de entulhos’ ali estabelecido. (Fotos: Gazeta Informativa)

É fundamental, sem cunho de depositar culpa antecipada ou agir na tentativa de apenas agredir alguém, que cada cidadão fiscalize as ações do Poder Público e cobre providências. Exemplo disso foi o contato de um leitor que questiona o depósito de materiais no Parque de Exposições e coube ao jornal buscar respostas, frente a isso. O secretário de Meio Ambiente, José Ewerling, esclarece a situação e explica o procedimento do departamento.

Munícipe pede explicações

Não é difícil flagrar um caminhão da prefeitura de São Mateus do Sul chegar até o Parque de Exposições e descarregar galhos e restos de folhagens num espaço do local. Fato que chamou atenção de leitor que requer explicações sobre esse fato, legalidade e motivos. A declaração dele soou como ‘absurdo’ a verificação de tal atitude da gestão municipal.

A pista de corridas é o espaço usado para essas descargas. O mesmo cidadão, também, levantou o questionamento sobre o porquê da prefeitura não contratar uma empresa, então para realizar esse trabalho. Na sua análise (e pedindo para não ser identificado), o leitor entende que esse local não é apropriado para colocar ‘entulhos’.

Concentração temporária e repasse

José Ewerling esclarece que tudo está dentro da normalidade e com aval do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), sobretudo é um projeto inovador. “Na verdade não é entulho e sim restos de galhos de árvore, madeira e folhagens”, afirma. Situação bem visível nas fotos do local e que não deixa o secretário de Meio Ambiente incomodado. “Estamos tranquilos nessa situação e agindo dentro da legalidade.”

Em entrevista, ele faz questão de esclarecer o mal entendido sobre tudo isso e julga importante que tudo seja colocado, de forma transparente para a comunidade. Até por se tratar de projeto inovador e de cunho social. “Temos madeira lenhosa, que pode ser reaproveitada e doada para pessoas que precisam. As folhas vão para compostagem”, justifica.

Resultado: flores da cidade

Devolvendo o questionamento, José Ewerling comenta: “Você viu os canteiros de flores elogiados na cidade? Sabe com que estão sendo adubadas?” A resposta ele mesmo fornece. “É justamente dessa compostagem que fazemos de restos de matéria orgânica, como folhas ali deixadas. Convido, até a reportagem para fazer uma visita e ver esse experimento”, ressalta.

Dessa forma, o secretário esclarece que os materiais ficam depositados nesse espaço da pista, no Parque de Exposições até gerar certo acúmulo e ser realizada a triagem. Em seguida, as folhas seguem para a transformação em adubo e os galhos, em quantidades maiores, são reaproveitados, por ser lenhoso, para uso como combustível em fogões. Segundo ele, sem prejudicar o meio ambiente, nem o espaço do local.

Sidnei Muran

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