(Campanha Machado de Assis Real/Getty Images)

A primeira semana de maio foi marcada por uma longa discussão sobre imagens históricas, e como elas mexem com nosso imaginário. Tudo graças ao autor mais importantes da literatura brasileira: Machado de Assis.

O fato histórico e indiscutível é que Machado de Assis era negro. Mas não é assim que muita gente se lembra dele – e por um motivo bastante óbvio: seu retrato mais famoso, e que aparece nas contracapas da maioria dos seus livros está longe de deixar isso claro.

Esse foi o gancho da campanha Machado de Assis Real, que viralizou durante a semana. O projeto coloriu a imagem clássica do autor, reconstituindo seus traços e tom de pele originais. A premissa do projeto? Espalhar essa nova foto, colorida, por aí. No site, inclusive, fica disponível a foto em alta resolução, para que as pessoas imprimam e colem a nova versão por cima do retrato em preto e branco onde quer que ele esteja – inclusive nas contracapas dos livros de história e literatura.

Nascido no Morro do Livramento – na região conhecida como “Pequena África”, no Rio de Janeiro – em 1839, o sucesso de Machado como autor e jornalista o fez membro da elite da época e, assim, tornou-o “branco” para a posteridade – e as fotos foram sendo “retocadas” com o tempo. Suas origens pobres foram, aos poucos, sendo apagadas, e sua literatura celebrada para além desse seu passado original. As ideologias racistas do período que Machado viveu não puderam admitir que o maior autor do Brasil, e um dos maiores do mundo em todos os tempos, seja, em verdade, de origem africana.

Fonte: Superinteressante e Hypeness

Redação do jornal Gazeta Informativa

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