Perfil

Maria Colaço: as cores são vidas!

“Tatuagem não muda caráter. Me sinto bem como sou e cada um deveria ser feliz do jeito que é”, diz. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Atitude, determinação, amor a família e carreira são palavras que resumem a vida da primeira protagonista mulher da edição de perfil.

Maria Colaço nasceu em São Mateus do Sul, no dia 21 de fevereiro de 1994, passou a sua infância e adolescência com os pais, os três irmãos e as duas irmãs no interior do município de Antonio Olinto, onde lá encontrou o amor e o verdadeiro sentido da vida.

Com uma infância humilde, a família jamais deixou de apoiá-la e de partilhar da educação e da linda formação de caráter de Maria. Começou a namorar muito jovem, e com 15 anos o fruto desse relacionamento é hoje o motivo concreto do significado da palavra amor: o filho Kauan Fylipe.

Partilhando da vida em família a 9 anos com Valmir e Kauan Fylipe, Maria encontra ali a realização de uma vida que merece ser aproveitada cada dia mais. Gostam de conhecer lugares novos em viagens, gostam de compartilhar do aconchego da casa acompanhados de um bom filme e principalmente, gostam de mostrar que uma família é a base para a realização de todos os seus objetivos.

O carinho, a admiração e o incentivo do filho faz com que cada dia mais Maria batalhe por seus ideais, não deixando de ser quem é. “Teve um momento no dia das mães, o Kauan levou uma foto minha para a escola, ele ficou muito feliz e orgulhoso dos amigos olhando para mim”, comenta.

Maria possui o total de 14 tatuagens. E pretende completar 90% do corpo. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

O amor por tatuagens surgiu junto com a vontade de tatuar do marido. Maria sempre teve vontade de fazer uma tatuagem no corpo, e Valmir sempre teve vontade de tatuar, e assim ele realizou um curso na área que mudou a vida do casal. “O Valmir só chegou do curso, e eu disse ‘quero fazer uma tatuagem’, assim ele fez uma borboletinha na minha nuca e nunca mais parei”, conta. A sua tatuagem preferida (e a que mais levou tempo para ser feita, com duração de 14 horas) é Arlequina do filme Esquadrão Suicida, onde Maria se identifica com a coragem e o espírito de aventura da personagem.

Maria e o esposo Valmir. (Foto: Acervo Pessoal)

A percepção nessa área de estúdio de tatuagens, possibilitou o conhecimento na sua atual profissão, Maria Colaço é body piercer, profissional que faz a aplicação de piercings pelo corpo. Já fez mais de duas mil perfurações em diferentes tipos de pessoas e partes do corpo.

As tatuagens, os piercings e o cabelo azul são as principais marcas registradas da body piercer, que a torna reconhecida por onde passa pela cidade. “É legal porque muitas pessoas valorizam a arte na minha pele, mas ainda existem pessoas preconceituosas. Um dia um casal virou a cara para mim como se eu fosse uma delinquente, foi muito constrangedor para mim. Mas em compensação, muitas crianças vem até o estúdio para me conhecer, para passar a mão nas minhas tatuagens e no meu cabelo azul.”

Amante de um bom e clássico rock, Maria é muito vaidosa e fascinada por maquiagem, “não saio de casa sem passar, nem que seja só um lápis de olho (risos)”. Apaixonada por chocolate branco (o qual precisa comer todo dia), também é cozinheira de mão cheia, tem como especialidade na cozinha a famosa feijoada brasileira.

Maria e o filho Kauan Fylipe. (Foto: Acervo Pessoal)

Tem como plano tatuar 90% do corpo, e percebendo o abandono de muitas crianças, pensa em adotar um filho daqui alguns anos. Maria Colaço busca na fé e na gratidão a forma de reconhecer as batalhas vencidas. “Sou grata por tudo que temos agora, passamos por muitas fases difíceis, agora estamos em uma fase muito boa e a gratidão resume tudo isso”, diz.

Se você quer ver Maria Colaço feliz, pode presenteá-la com algo relacionado a caveira, pois possui um grande significado pessoal. “Geralmente as pessoas falam que caveira significa algo ruim, uma simbologia da morte, só que todos nós somos uma caveira. A caveira é a única forma de igualdade entre todos nós”, ressalta.

Ainda existe muito preconceito em relação as pessoas tatuadas. Muitos indivíduos usam do pré-conceito como uma forma de julgar sem ao menos conhecer a vida, e o passado de quem está por trás da arte. Desmistificar, procurar conhecer um pouco mais abrirá sua mente para aceitar a escolha e a história de vida alheia. Maria Colaço é exemplo de determinação e respeito. “Ninguém sabe o que a gente passou, o que a gente está passando, o que a gente está vivendo. Um desenho no corpo não vai mudar a vida das pessoas. Não me preocupo com meu envelhecimento afinal, serei super estilosa”, encerra.

CHARGE:

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
O Papai Noel são-mateuense!
A disposição e a vitalidade da cozinheira são-mateuense
A história da colunista, mãe e “sweet child”