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Marie Curie: a cientista polonesa

(Foto: Reprodução Historiazine)

Considerada a “mãe da Física Moderna”, ela é sem dúvida, uma daquelas mulheres extraordinárias na história. Não é de hoje que quero escrever sobre ela, e dessa semana não podia passar. Em homenagem ao centenário do Sufrágio Feminino no Reino Unido a BBC History Magazine fez uma votação entre especialistas e o público para eleger as 100 Mulheres mais Influentes da História. Em primeiro lugar ficou ela, de nome francês mas de origem polonesa, Marie Curie.

De origem humilde, Marie Skłodowska Curie nasceu em Varsóvia no ano de 1867. Foi embora para Paris ainda jovem para estudar. Adentrou na Universidade de Paris onde se formou em Física e Química. Durante esse período passou por dificuldades financeiras, por vezes, Curie desmaiava de fome nos corredores da Universidade, tinha que trabalhar durante o dia e estudar a noite para custear seus próprios estudos. Além disso, durante a sua trajetória acadêmica ela sofreu muito preconceito por ser mulher e ocupar um espaço, que até então, era predominantemente masculino: a Universidade. Sobretudo, nas áreas voltadas à ciência, ela sempre alegou que teve muita dificuldade para angariar recursos financeiros para financiar suas pesquisas por ser uma mulher. Mesmo assim, ela fez história. Brilhante e dedicada, Marie Curie, ao lado de seu marido Henri Becquerel, também cientista, fizeram a descoberta da radioatividade e receberam o Prêmio Nobel de Física em 1903. Nesse ano, ela foi a primeira mulher a conquistar também o título de Doutora na Europa. Mas ela não parou por aí. Suas pesquisas a levaram a receber o segundo Prêmio Nobel em 1911, dessa vez em Química, pela descoberta de dois elementos químicos até então inexistentes na Tabela Periódica, o Rádio e o Polônio, o nome do segundo, uma singela homenagem que fez a sua terra natal.

Portanto, ela foi a única pessoa na história da humanidade a receber dois Prêmios Nobel, em duas áreas distintas.

Marie Curie acreditava que a ciência tinha a função de ser útil para as pessoas, por isso, durante a Primeira Guerra Mundial, Curie e sua filha equiparam carros de ambulância com aparelhos portáteis de raio X, para o tratamento dos soldados. Sua vida foi retratada no filme “Madame Curie” do diretor Mervyn LeRoy. Adaptado a partir da biografia escrita por Eve Curie, filha de Marie. O longa-metragem de 1943 foi indicado a sete Oscars, incluindo melhor filme. Seu nome foi colocado em um asteroide pelos astrônomos, o 7000 Curie, e hoje, além de ser a primeira entre as 100 mulheres mais Influentes da História, ela é sem dúvida, uma de minhas inspirações. Hoje fico por aqui, e até a próxima viagem pessoal!

Jéssica Kotrik Reis Franco
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