Cestas permitem que trabalhadores tenham alimentos para consumir neste período. (Fotos: Divulgação)

Oscar Okonoski lidera um grupo de pessoas que se unem para prestar auxílio às pessoas que, por conta do Covid-19, ou estão sem trabalhar e têm ausência de alimentos para suprir as necessidades diárias. Marmitas e cestas básicas são preparadas e levadas para cidadãos necessitados. Todo trabalho e produtos vêem de doações da sociedade, num trabalho que iniciou anônimo e ganhou notoriedade.

“Nós trabalhamos na Fraternidade Espírita José Matias Ferreira na Vargem Grande e, por ocasião dessa pandemia, encerramos nossas atividades já no dia 16 de março”, explica Oscar Okonoski. “Nosso trabalho na fraternidade consiste em orientação espiritual, através de palestras focadas no evangelho de Jesus”, acrescenta. Mas a paralisação impôs novos desafios aos participantes.

“Estando parados, não nos sentimos confortados, sem fazer alguma coisa para ajudar quem precisa. Daí veio a ideia de fazer as marmitas para os moradores de rua, já que pesquisamos e constatamos que eles estavam sem nenhuma assistência”, relata. Segundo o líder da fraternidade, o objetivo era de agir no anonimato, mas naturalmente as pessoas foram se engajando e o trabalho cresceu.

Como o quantitativo de doações superou as necessidades das marmitas focadas inicialmente, nos casos emergenciais e direcionadas para quem não estava podendo trabalhar, por conta das ações de combate ao Coronavírus, se estendeu para cestas básicas. As refeições prontas eram direcionadas para carrinheiros, diaristas, ambulantes e demais trabalhadores informais que o grupo detectou.

“Nossas conversas era tudo pelo grupo de WhatsApp da nossa fraternidade, mas como cada vez mais chegavam pessoas de boa vontade, eu criei um grupo específico para a campanha, o grupo Epidemia do bem”, explica Oscar. As doações inicialmente seguem para a sua residência, onde são descontaminadas todas as embalagens, com uso de solução de hipoclorito e vai para a linha de produção.

“Na parte da manhã, minha esposa e eu fazemos as marmitas, são 16 para moradores de rua e quatro para a família de índios acampados na rodoviária. Também nos ajudam, nesse serviço, minha filha e meu neto”, relata. “Quando as marmitas ficam prontas, vem outra equipe do nosso Centro para distribuir, a Rose, a Dora, o Edivaldo, a Bruna ou o Alex”. Assim, o alimento chega para estas pessoas.

A outra parte do trabalho são as cestas. Oscar organiza os produtos recebidos. A entrega leva em conta a experiência do grupo Anjos de Plantão, juntamente com Rose, Edivaldo, Ana Serpe a Fran (dos Compensados Beira Rio). “Essa campanha envolve pessoas de todas as crenças, posições sociais e ideologias políticas, importando assim apenas o bem comum”, destaca.

O voluntário salienta de que está disposto em ajudar, juntamente com os demais colaboradores, para evitar que atividades essenciais parem. Ele entende que é preciso conscientização. “Minha posição é de que as pessoas que não trabalham em atividades essenciais, deviam ficar em distanciamento social, sem medo de passar fome, pois onde existe fraternidade, boa vontade e fé, não falta o pão.”

Oscar opina que, dentro das possibilidades e consciência de cada um, é importante ficar em casa e deixar as pessoas que trabalham nos setores essenciais mais tranquilas. Num momento de reflexão e aprendizado, frente ao sofrimento momentâneo. O líder Fraternidade Espírita José Matias Ferreira deseja “todas as bênçãos” para pessoas ao redor do mundo que ser preocupam com o próximo, neste momento.

Ainda, junto disso o grupo Anjos de Plantão faz a distribuição de roupas de inverno, juntos com as marmitas, para pessoas mais necessitadas. Com o lema ‘fazer o bem sem olhar a quem’. Tudo na solidariedade e fraternidade. Oscar destaca, também, demais colaboradores que atuam na arrecadação dos alimentos. “Muitos nos ajudando, agradeço de coração a todos.”

Serviço

Doações podem ser encaminhadas para os endereços do Oscar, Rua Vitorio Biancolini, 1723, esquina com Rua Barão do Rio Branco – Centro ou do Anjos de Plantão, Rua Valentim Gosik, 1473 Vila Prohmann.

Sidnei Muran

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