O médico Eduardo é pré-candidato com Cabo Lima na pré-candidatura a vice, tendo promoção de emprego
e renda como proposições centrais. (Foto: Acervo Pessoal)

Eduardo Antonio Fernandes Benedetti Pedroni (Dr. Eduardo) é médico e ex-vereador e é pré-candidato a prefeito, tendo o militar aposentado Márcio Antonio de Lima Barbosa (Cabo Lima), ex-vereador, como pré-candidato a vice-prefeito. Ambos são do PTB e têm com eles 14 pré-candidatos para o cargo de vereador, na próxima legislatura em São Mateus do Sul.

“Coloco meu nome como pré-candidato a prefeito da nossa amada cidade por ter a certeza de ser capaz de realizar as ações que nossa cidade e nosso povo necessitam e merecem. O descrédito da população com os políticos é enorme e com razão. Estou aqui para mostrar que um cidadão de bem, preparado e honesto, juntamente com uma equipe técnica e capacitada pode fazer a diferença na vida das pessoas”, afirma Dr. Eduardo.

Filho de mãe professora e pai pequeno agricultor, estudou em escola pública, inclusive na universidade. Tem quase 20 anos na profissão. “Luto por uma saúde pública de qualidade para todos desde a minha graduação, me sinto na obrigação de dar essa contrapartida à nossa população que tanto sofre com o descaso de políticos que só pensam em si próprios e não no interesse da coletividade”.

Desenvolvimento e desafios

“Outras bandeiras que considero essenciais são: a geração de emprego e renda tanto no campo como na cidade, além de uma educação pública de qualidade. Saúde, Educação e Geração de Emprego e Renda serão os pilares de uma gestão participativa que terá como essência o planejamento, a transparência, a eficiência e a legalidade sempre em prol do interesse comum”, destaca o pré-candidato.

Encontrar maneiras criativas e viáveis para oferecer serviços públicos de qualidade, com redução de gastos. Eduardo entende que a pandemia da Covid-19 vai reduzir as receitas, necessitando de maior eficiência, transparência e planejamento. Junto disso, gerar emprego e renda com estrutura da gestão disponível. Somado de “atendimento de saúde ágil, resolutivo e humanizado”.

“Iremos promover uma revolução na área da saúde, colocando nosso município como referência”, afirma citando amplo conhecimento e experiência para isso. Dentre outras coisas, com maior engajamento do servidor público, valorizando e dando espaço para participação na gestão e boas condições de trabalho. Estabelecendo o planejamento de pleno desenvolvimento à curto, médio e longo prazo, não apenas nos 4 anos.

Diante do déficit de R$ 259 milhões, a preocupação do pré-candidato é sobre o risco de ocorrer uma insustentabilidade da previdência municipal. Ações jurídicas, discussões públicas são, segundo ele, o caminho para uma solução. Com transparência. Da mesma forma a Saúde “historicamente ineficiente e nada transparente”. Apesar do aporte de recursos existem gargalos enormes e a qualidade fica a desejar.

Eduardo avalia ser problema de gestão. Para tanto enumera diversas diretrizes que julga serem fundamentais, como fortalecer a atenção básica, medidas de promoção e prevenção e atenção especializada. Também rede de urgência e emergência e lista de proposições que vão de exames, equipamentos até leitos de UTIs. Perspectiva que abrange da mesma forma a educação, com série de iniciativas desde o material didático.

De acordo com o pré-candidato, o setor carece de “articulações com outras áreas e estabelecimento de diagnósticos contínuos”. Isso pode embasar ações e melhorias em formações continuadas, projetos de incentivo à leitura para toda comunidade escolar, zerar lista de espera por vagas, reorganização das estruturas físicas. Também, efetivar propostas do Plano Municipal de Educação e fortalecer a Casa Familiar Rural.

Diferenciais e proposições

Como diferenciais numa gestão, Eduardo destaca “a formação de uma equipe técnica, sem acordos e amarras políticas, leilão de cargos, loteamento do município ou interesses pessoais. Através de um novo modelo de pensar e fazer política, irei me cercar de uma equipe capacitada, com pessoas técnicas nas áreas específicas, em busca de uma gestão pública moderna, transparente e eficiente”.

Transparência e planejamento, realizado de forma técnica e tendo participação efetivada da população na tomada de decisões, são premissas da pré-candidatura. Junto da ação de coragem para acabar com privilégios e acordos. Segundo o pré-candidato, otimizando os recursos do orçamento municipal. Razão pela qual discorda de investimentos feitos, em pavimentação, “sem planejamento e estudo técnico”.

Para ele, “isso causou muitos problemas, pois não houve uma conexão efetiva das estruturas antigas com as novas. Exemplos desse fato foi a pavimentação na Vila Amaral, onde a cota final do pavimento ficou mais alta que o nível da maioria das residências, a revitalização da rua Ulisses Farias, onde chuvas torrenciais causam alagamentos e prejuízos”, observa. Além da ausência de manutenção periódica.

Prudência em realizar empréstimos, sem comprometer o orçamento municipal. Buscando outras possibilidades para captar recursos, com atuação eficiente no setor de planejamento e alinhamento com governos estadual e federal. Valorizando e dando boas condições de trabalho ao funcionalismo, sendo essencial a parceria com eles e engajamento nas ações e decisões tomadas, diálogo, e oferta de formação e capacitação.

Observações e entendimentos

O pré-candidato disse que sua proposta visa contar com servidores estatutários para compor secretarias, diretorias, e chefias, entre outros comissionados. “Temos funcionários extremamente capacitados”, afirma. Ao passo que entende não ser boa a permanência de mesmos grupos no comando. “Prova disso são a precariedade e a péssima qualidade de serviços essenciais entregues a nossa população”.

Na área da saúde ele cita a necessidade de “mudança no modelo de gestão atual”. Ressaltando que visa combater a “falta de transparência e eficiência”. Eduardo usou um estudo do jornal Folha de São Paulo (análise da efetividade na entrega de saúde, educação e saneamento, de acordo com os investimentos empregados), em que São Mateus do Sul ficou na posição de 4686º de 5281 municípios analisados.

O pré-candidato entende que a situação fiscal é estável, “com todas as certidões necessárias expedidas, porém por não haver um planejamento efetivo não há garantias caso ocorram imprevistos ou gastos extras, exemplo de tal fato é a pandemia nesse ano, onde houve diminuição na arrecadação e o saldo só se manteve positivo graças ao auxílio do governo federal, em mais de R$ 5 milhões”.

“Mesmo com um saldo positivo em caixa, consideramos a gestão ineficiente, pois os serviços públicos entregues à população são de péssima qualidade”, avalia. Se for o escolhido, Eduardo disse que pretende cortar despesas, de contratos aos cargos. Ter um diagnóstico para otimização, reorganização e eficiência. Outra proposição é de criar a pasta de Emprego, na Secretaria de Indústria e Comércio.

Obras em último ano de mandato são vistas por Eduardo como “clara campanha na tentativa de reeleição”. Sendo “parte da velha política de uma gestão pública ineficiente”, avalia. Ainda, se propõe em criar a secretaria de Meio Ambiente e dar respaldo à Agricultura, até por ser filho de agricultor familiar e ter ajudado o pai no campo. Tanto no campo da valorização quanto nos incentivos e condições de logística.

Sidnei Muran

Sidnei Muran

Jornalista (MTB 7597 DRT/PR), formado pelo Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), pós-graduado em História e Cultura pela Unespar – campus de União da Vitória e Licenciado em História pela Unespar – campus de União da Vitória.
Sidnei Muran

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