Os Caminhos do Desenvolvimento

Mercado de trabalho: estamos adormecidos?

Imagem Ilustrativa

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Grande é o anseio da população local em testemunhar o surgimento de novas empresas, principalmente no setor industrial. Parte deste sentimento vem da vontade de levar a cabo projetos de vida traçados para São Mateus do Sul, o que sabemos que em muitos casos precisam ser adiados ou até impossibilitados pelo limitado mercado de trabalho existente. Não são poucos os testemunhos de um ou mais integrantes de família que se deslocam para outros municípios com a finalidade única de trabalhar. Da mesma forma, também não são poucos os jovens que se deslocam diariamente para se graduar ou que realmente descartam a opção de se fixar aqui, simplesmente pela falta de perspectiva e oportunidades. Poderíamos dizer, quase sem medo de errar, que somos exportadores de mão de obra e de muitas mentes brilhantes.

Tendo como base os Indicadores Econômicos de 2014, o setor industrial representa 43% do PIB são-mateuense. Deste percentual, a Petrobras representa 43%, a Incepa 22%, o setor ervateiro 14% e demais setores industriais 21%. Se considerarmos a riqueza que já possuímos ao sermos berço para duas importantes empresas de renome nacional, ambas instaladas pela presença de minerais em nosso subsolo e que são seguidas por outra importante vocação local que é o plantio e a industrialização da erva-mate, podemos constatar que já somos vencedores em parte. Em parte, porque o desenvolvimento das cadeias produtivas existentes, com o aumento do leque de produtos desenvolvidos de matérias-primas beneficiadas aqui é amplo e pouco explorado. Para isto, não restam dúvidas.

Vale lembrar, que nosso município também se destaca pela forte contribuição à arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual ocupando a 19ª posição entre os 399 municípios, tendo atualmente a atividade econômica dividida em 40% relativos à agricultura e serviços e 60% relativos à indústria.

O que falta então para ampliarmos o mercado de trabalho? Para Renato Possebon, que foi Secretário da Indústria e Comércio da atual administração municipal é a mudança de postura da sociedade em relação à administração pública que traz as respostas. “Os segmentos sociais e empresarias começam a ter uma postura mais participativa e de protagonismo perante a vida da cidade e direcionando o desenvolvimento, esta atitude é a mais importante. Nós temos o dever, enquanto sociedade geradora de renda, de cobrar dos poderes públicos um orçamento equilibrado e que atenda a todos de forma geral e não a pequenos grupos de interesses políticos”, comenta. Também coordenador do Grupo 3 (Indústria, Comércio e Serviços ) do NDE – Núcleo de Desenvolvimento e Empreendedorismo de SMSul – Possebon considera que essa consciência local trará oportunidades para que se debatam novas alternativas de desenvolvimento e se corrijam os entraves existentes a ele, dizendo-se otimista em relação ao futuro de nossa cidade. “Vislumbro condições favoráveis aos setores industriais, comerciais e de serviços de nosso município, desde que passemos a praticar essa nova postura no sentido de união de forças e de trabalho”, conclui.

As constatações são sempre positivas. Não há dúvidas do quão promissor poderá ser nosso futuro, se investirmos de visão estratégica, partindo deste potencial econômico que já se faz realidade, desenvolvê-lo e multiplicá-lo, através de planejamento e muito trabalho. Até a próxima boa nova!

Ingrid Ulbrich
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