Soldados brasileiros em Monte Castello-Itália durante a Segunda Guerra Mundial. (Foto: Acervo: FEB)

Foi por causa do monumento que está na praça da rodoviária desta cidade que tudo começou. Ali, temos dentro de uma vitrine de vidro escondida entre as árvores, armas, capacetes de guerra, e uma placa com sessenta e dois nomes. Sessenta e dois nomes de nosso município que fizeram parte da FEB (Força Expedicionária Brasileira) e lutaram na Segunda Guerra Mundial. Foram três colunas contando essa história, para quem não leu, elas encontram-se postadas no site do jornal. Logo, muitas pessoas atenderam o meu chamado e vieram até mim compartilhar a história de seus entes queridos, pai, avô, bisavô. Recebi fotos que deram cara àqueles nomes, outras que mostravam medalhas, uniformes, lembranças. Os depoimentos, sempre apontavam para o sentimento de orgulho e ao mesmo tempo de comoção, tendo em vista as memórias tristes e traumáticas de uma guerra. Essa coluna veio em forma de homenagear todos aqueles que tiveram seus nomes eternizados naquela placa, principalmente aqueles os quais a família compartilhou comigo seus registros e os quais encontrei-os no Museu do Expedicionário em Curitiba.

Soldado Silvestre Zimini condecorado com as Medalhas de Campanha e de Cruz de Combate 2ª Classe (destaque/bravura). Soldado Oswaldo Chagas condecorado com as Medalhas de Campanha e de Cruz de Combate de 1ª Classe (destaque/bravura). Soldado Miceslau Mikolaiczyk condecorado com a Medalha de Campanha. Soldado Jorge Walter condecorado com a Medalha de Campanha e um dos últimos representantes as FEB. Soldado Jorge Colaço Barros condecorado com as Medalhas de Campanha e Sangue do Brasil (ferido em combate/ação). Soldado João Charneski condecorado com as Medalhas de Campanha e Sangue do Brasil (ferido em combate/ação). Soldado Francisco Riske condecorado com as Medalhas de Campanha e Sangue do Brasil (ferido em combate/ação). Soldado Alípio Silveira condecorado com as Medalhas de Campanha e Sangue do Brasil (ferido em combate/ação). Antônio Ribeiro Batista condecorado com as Medalhas de Campanha e Sangue do Brasil (ferido em combate/ação). Soldado Alípio Bueno condecorado com a Medalha de Campanha, e um dos últimos representantes da FEB que junto a outros pracinhas participou do desfile cívico de 7 de Setembro em São Mateus do Sul. O 3º Sargento Alberto Weinhardt Borges condecorado com as Medalhas de Campanha, de Guerra e Pacificador, Militar de Bronze, Militar de Prata e Medalha Forragiere. Os soldados e irmãos Polak condecorados com a Medalha de Campanha e que durante sua estadia na Itália viajaram para Roma, conheceram o Papa Pio XII e participaram da batalha de Monte Castello no norte da Itália. Diante do número expressivo de soldados de um município pequeno, com população menor ainda entre os anos de 1939-1945, posso dizer com esse balanço acima, que nossos soldados foram heróis. Seus desempenhos demonstram participação ativa e bravura. Monte Castelo, o nome desta coluna, é o nome em português, do local onde nossos soldados ganharam a principal batalha contra os nazistas. Na música Monte Castelo, o cantor Renato Russo declama o Poema de Camões sobre o amor e utiliza partes da Bíblia para dizer que “sem amor, eu nada seria”. É uma alusão a um ato de heroísmo contra aquilo que representou todo o desamor da humanidade, a guerra e o nazi-fascismo. E assim, fico por aqui. Um Feliz Natal e um 2019 com mais amor é o que desejo para todos nós.

Acadêmica de bacharelado e licenciatura em História pela UFPR (2015), membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Mateus do Sul (2016), e atua como monitora no Museu Egípcio e Rosacruz de Curitiba (2016). Mesmo sendo sua área de pesquisa a História Antiga, é apaixonada pela História Regional.

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