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Moradores da área industrial de São Mateus do Sul exigem respostas sobre o descaso com rua principal

O Loteamento São Joaquim abriga a área industrial de São Mateus do Sul. No último mês, moradores sofrem com a poeira pela falta de pavimentação asfáltica. Além de ocasionar sujeira, o grande pó prejudica a saúde de moradores do local. (Fotos: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Empresas e evolução industrial são essenciais para o crescimento de um município, e onde há investimento, há também a garantia de arrecadação de impostos. A reversão do valor arrecadado tem como intuito garantir um ambiente digno para empresas e moradores da região.

Infelizmente essa garantia não está sendo repassada para os moradores do Loteamento São Joaquim, localizado na área industrial de São Mateus do Sul. Contendo um grande número de empresas, o local está crescendo cada vez mais em volume de indústrias e residências, e a rua sem pavimentação afeta diretamente todos que procuraram aquela região.

“Todos os anos enfrentamos esse mesmo dilema: quando passamos por escassez de chuva, o pó toma conta de todo o ar. Estamos cansados disso”, enfatiza Ângela Aparecida Polinski, moradora do Loteamento São Joaquim há 13 anos.

A rua principal, que é a continuidade da Rua Ulisses Faria, não passa apenas pela situação do pó, mas sim pelas más condições de trajeto e buracos espalhados pelos mais de 600 metros sem pavimentação.

Ângela comenta que o consumo de água para a lavagem das calçadas é muito grande. “Falamos tanto em evitar desperdícios, mas realmente não vemos outra solução para amenizar o problema com o pó, que afeta diretamente a nossa saúde.”

A equipe da Gazeta Informativa percorreu as casas e empresas nesse trajeto da área industrial, e chegamos até o empreendimento de Silvana Faria, proprietária de um armazém no local. “Tenho rinite e bronquite, e passamos o dia todo com as janelas fechadas por conta desse pó”, diz. Ela frisa que as calçadas são lavadas na parte da manhã, e antes do meio dia a situação volta como estava antes da lavagem.

Por ser uma área industrial, a grande movimentação cotidiana de carros e caminhões implica diretamente com o pó presente no ar. “Sem falar nos carros em alta velocidade que trafegam por nossa rua sem o mínimo de respeito”, garante Ângela.

Em conversa com os proprietários da empresa Vale do Iguaçu Usinagem, eles comentam que o pó não afeta apenas os moradores da rua, mas sim todo o bairro. “Sofremos com isso há anos e já estamos cansados de reclamar e não realizarem nada para diminuir esse problema.”

Instigados sobre o que esperam para o futuro da rua, a exigência por uma pavimentação foi unanimidade entre os entrevistados. “Exigimos que nossos representantes municipais olhem mais para o nosso bairro, e não apenas nos notem quando necessitarem de impostos das empresas que aqui estão fixadas”, afirma Ângela.

De acordo com o Prefeito Municipal, Luiz Adyr Gonçalves Pereira, o município está há mais de um mês sem chuva, o que justifica a baixa humidade do ar e consequentemente o aumento da poeira. “Isso não é uma exclusividade de alguns bairros. Esta questão climática é um problema que afeta nosso município e parte do nosso Estado.”

Luiz Adyr comenta que reconhece as necessidades do município como um todo, mas enquanto administrador, não pode prometer pavimentação asfáltica. “Prometer aquilo que não dá para fazer é uma irresponsabilidade. Estamos realizando os trabalhos conforme o que nos permite o orçamento e no momento não temos dotação para isso”, encerra.

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