Atletas que representaram São Mateus do Sul na corrida de São Silvestre em 2019. (Fotos: Acervo Pessoal)

No dia 31 de dezembro de 2019 aconteceu a 95ª edição da Corrida Internacional São Silvestre, que reúne atletas do mundo todo. A cidade de São Mateus do Sul foi representada por Gisele Torres de 40 anos, Marcelo Calça, 46, Cristiano de Assis Niz, 44, Laudecir Soares de Oliveira, 42, Casimiro Gabriel da Silva Filho, de 63, Cláudia Budant 56, Giovanna Budant, 31 e Luciano Vozniak de 34.

Os participantes da tradicional prova brasileira percorreram 15 quilômetros pelo Centro de São Paulo e puderam presenciar a motivação dos espectadores por toda a prova. “A São Silvestre é uma corrida emocionante, não é sobre pace (ritmo), tempo ou colocação. As vezes a pessoa é acostumada a fazer os treinos sozinha e de repente percebe que uma multidão estava fazendo a mesma coisa, e agora estamos todos juntos”, afirma Gisele sobre o sentimento de correr a São Silvestre. Ela e Marcelo participaram da corrida pela segunda vez e pretendem voltar na 100ª edição. “A corrida não é um esporte caro e você pode praticar em qualquer lugar.”

Cristiano participou pelo segundo ano consecutivo da prova e fez o caminho até São Paulo com uma excursão. “Embora outros meios de transportes sejam mais confortáveis, a excursão organizada por Mário Dittmann é um dos pontos altos da viagem, pois além de possibilitar o reencontro com amigos/conhecidos corredores, o organizador é um senhor de 74 anos que dedicou a sua vida à corrida. Ele conhece muitas histórias do esporte, inclusive sobre o corredor são-mateuense Odiles Marçal”, diz. Para ele o sentimento de correr uma São Silvestre é de satisfação e alegria.

A prova reuniu em 2019 mais de 35 mil corredores. Laudecir Oliveira participou pela quarta vez e sentiu dificuldade no calor durante a corrida. Casimiro fez a sua primeira participação na prova no ano de 1998. “De lá para cá completei em 2019, 15 participações na corrida”, diz. Para ele, o ponto alto da São Silvestre nos últimos anos foi a participação conjunta com a família e amigos. “É indescritível a sensação de fazer todo percurso e cruzar a linha de chegada junto com minha filha Giovanna, meu genro Luciano, meu irmão, cunhada e sobrinhos. Além da minha esposa Kuka que cobriu todo trajeto intercalando corrida e caminhada.”

Origem da corrida

Tudo começou com o jornalista Cásper Líbero, da Gazeta, que se inspirou em uma corrida noturna francesa em que os atletas carregavam tochas. E, após assistir ao evento em Paris, na França, em 1924, ele quis realizar uma prova noturna em São Paulo, cuja primeira edição aconteceu quase ao fim de 31 de dezembro de 1925. Tem esse nome porque homenageia o santo do dia.

A São Silvestre foi disputada na noite de 31 de dezembro até 1988. Em 1989, passou a ser realizada à tarde. Desde 2012 acontece no período da manhã. E desde 1991 o percurso da prova tem 15 km.

A partir desta 95ª edição, passou a ser uma prova da categoria bronze da World Athletics (antiga Iaaf), o que a tornou mais atraente para atletas de ponta estrangeiros.

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