(Imagem Ilustrativa)

A campanha de vacinação contra o sarampo vai até o final da próxima semana (13/03) e causa preocupação pelos casos confirmados no município e região que aponta a circulação do vírus. Pessoas com idades entre cinco e 59 anos devem conferir suas carteirinhas de vacinação, em especial de 20 a 29, faixa etária em que houve grande número de casos detectados em todo o Brasil.

No dia 21 de fevereiro, às 18h, durante o programa GI Entrevista transmitido ao vivo pela página do jornal no Facebook, a enfermeira do setor de Vigilância e Epidemiologia de São Mateus do Sul, Vanessa Santos Andrade Hancz, esteve falando sobre a campanha de vacinação de sarampo e febre amarela. A profissional listou os locais de vacinação, animais mortos e examinados e ações de prevenção.

Ao todo foram quase 72 animais da espécie achados mortos com 33 encaminhados para exames laboratoriais e dez casos confirmados. Também, ainda no dia 12 de fevereiro o GI Entrevista, recebeu as agentes de Combate a Endemias de São Mateus do Sul: Zenilda Arazewski e Nádila Kotrich que falaram sobre o trabalho preventivo. O trabalho segue, com dados atualizados (nesta reportagem) na quinta-feira (27/02).

As campanhas estão em andamento simultâneo em São Mateus do Sul. A vacina contra o sarampo iniciou em 10 de fevereiro e segue até o dia 13 de março. Vacinação contra a febre amarela também segue administrada às pessoas, fortalecida em mutirões em locais que se localizam primatas mortos, que é indicativo da circulação do vírus, mas sem culpabilidade aos bugios.

No dia 21 de fevereiro, às 18h, também durante o programa GI Entrevista, a enfermeira do setor de Vigilância e Epidemiologia de São Mateus do Sul esteve no programa falando sobre a campanha de vacinação de sarampo e febre amarela. (Fotos: Thaís Siqueira/Gazeta Informativa)

A falta de informação impera, ainda, sobre o assunto. Os macacos são tão vítimas quanto os humanos, mas têm sido mais frágeis, até pela ausência da vacina. Eles morrem com facilidade quando contaminados e referenciam a presença do vírus. De forma alguma eles são causadores da doença, mas, muitas vezes, por desconhecimento das pessoas, acabam sendo mortos.

Febre Amarela

Em paralelo à vacina contra o sarampo, está sendo intensificada a campanha de vacinação contra a febre amarela. 88% da população foi vacinada, em São Mateus do Sul. Na última estatística, 68 macacos mortos foram achados e 31 levados para exames. Dez deles apresentaram o vírus. 3229 cidadãos foram vacinados desde o início de 2020. Em dois meses o número é o mesmo que o total de 2019.

Crianças desde os nove meses até pessoas com 59 anos devem estar vacinadas. Quem recebeu uma dose antes dos cinco anos precisa receber um reforço. Depois dos cinco anos, uma aplicação já é suficiente. Dúvidas: procurar o posto de saúde. Não tendo a carteirinha toma nova dose. Idosos saudáveis podem receber a vacina também, após triagem. Quem está em tratamento deve buscar autorização médica.

Os casos de primatas mortos, na sua maioria, estão no interior, pois é o seu habitat natural. Infectado, o animal acaba morrendo por conta da doença, mas sem ser o responsável pela proliferação do vírus e nem pela contaminação. Há um indicativo de que a doença tenha vindo no entorno dos rios, da região metropolitana de Curitiba.

Em São Mateus do Sul, dois casos em crianças, em 2020, foram analisados, mas descartados. Ambas não haviam sido vacinadas contra a febre amarela o que aumentou a preocupação da vigilância sanitária. Mesmo assim, o vírus está circulado apenas nas matas, não na parte urbana. “Por enquanto está só na área silvestre”, cita enfermeira do setor de Vigilância e Epidemiologia.

Segundo ela, São Mateus do Sul teve sua “possível entrada do vírus circulante em macacos”, a partir de Antonio Olinto. Se estendendo, em seguida, para Paulo Frontin e Paula Freitas. Tudo no meio rural, mas que carecem de atenção. Os macacos bugios mortos são o principal sinal de alerta. Indica o vírus na região, não sendo o transmissor que, no caso, é o mosquito Aedes aegypti infectado.

Em caso de contaminação, o infectado precisa ser hospitalizado, pois a doença, conforme a Vanessa Hancz, “é grave e fatal”. Dentre outras coisas, causa ruptura de baço e fígado, tem febre muito alta, pele e olhos amarelados, dor de cabeça forte e hemorragia interna que podem levar à morte. Disso a necessidade de observação e tratamento médico adequado e com urgência.

Quanto à vacinação, nos postos do interior existe uma programação. De certa forma, locais em que há a confirmação do vírus circulante é feito o mutirão de vacina. Em alguns casos, as equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) estão vacinando, focando estas áreas e proximidades em que foram achados macacos mortos. Buscando fazer o bloqueio desta circulação viral.

Há preocupação com crianças que têm idades inferiores aos nove meses e, também, com doentes crônicos, pela impossibilidade de aplicar a dose de vacina. Nestes casos, a indicação é uso de repelente e evitar locais ao livre e matas. Nestes ambientes é propícia a circulação de insetos e passível, da pessoa, ser picada por um Aedes contaminado, contraindo a doença.

Sarampo e vacina

A campanha é para pessoas com idades de cinco a 59 anos, da forma seletiva. Dos cinco aos 19 é necessário ter recebido duas doses da vacina contra o sarampo, constantes na carteirinha. Dos 20 aos 29, na forma indiscriminada, todas as pessoas devem receber uma dose contra o sarampo. Dos 30 aos 59 anos, todos os cidadãos devem buscar um posto de saúde para conferir suas vacinas.

Alguns postos de Saúde atendem todos os dias. Sendo eles, Centro de Saúde (sala de vacina), Bom Jesus, Vila Americana, Palmeirinha, Fluviópolis e Cambará. Demais unidades trabalham com uma agenda: Rosas, Lageado, Lajeadinho, por exemplo. Vila Prohmann também tem sala de vacina montada para atender e que, conforme a epidemiologia, é “bastante frequentado”.

Muitas pessoas perdem ou extraviam a carteirinha, mesmo sabendo da responsabilidade pessoal. “Se não tem nenhum histórico vacinal, não tem nenhum documento que comprove a vacinação a gente não pode garantir que esta pessoa está imunizada. Então só procurar um posto de saúde com documento pessoal que ele vai receber a vacina e junto à carteirinha de vacinação”, explica Vanessa Hancz.

No dia (12), às 18h, estivemos recebendo como convidadas do programa GI Entrevista, transmitido ao vivo pela página do jornal no Facebook, as Agentes de Combate a Endemias de São Mateus do Sul: Zenilda Arazewski e Nádila Kotrich que falaram sobre o trabalho preventivo que tem sido feito por parte da Vigilância Sanitária, o recolhimento de macacos mortos no interior do município e orientações sobre o problema, bem como está funcionando o sistema de vacinação.

Ao todo, a população adulta tem de receber quatro vacinas, ao longo da vida, que são liberadas gradativamente, conforme a procura. São elas: a antitetânica e contra o sarampo, febre amarela e hepatite B. “Toda carteira de vacinação precisa ter as doses, destas, em dia”, acrescenta a enfermeira. O cuidado é pessoal e impede que doenças se proliferem. O descuido pode levar a uma epidemia.

Seis casos de sarampo foram notificados em São Mateus do Sul, sendo dois confirmados por exames laboratoriais, justamente na faixa etária de 20 a 29 anos. Diante da suspeita, foi feito o bloqueio vacinal, antes mesmo da confirmação dos casos, nas pessoas que tiveram contato com os possíveis infectados, visando impedir novos casos. “As pessoas estão curadas,” relembra a enfermeira.

Acometido pela doença, o paciente apresenta febre alta e manchas avermelhadas na pele, com sintomas similares aos gripais. Ou seja, dor atrás dos olhos, coriza, olhos avermelhados, entre outras coisas. Após o término da campanha, as vacinas seguem sendo aplicadas na rotina. Desde o início da campanha 3027 doses foram aplicadas, ficando na faixa de 30% do número da estatística.

Brasileiro contrai coronavírus na Itália e doença passa a preocupar

O Coronavírus da Síndrome Respiratória Grave 2 (SARS-CoV2), conforme a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Covid-19 na definição anterior, chegou ao Brasil a partir da Itália. A região Norte do país teve infestação da doença e, de onde, o empresário brasileiro de 61 anos que lá esteve pode ter trazido o vírus. O homem chegou à cidade de São Paulo no voo AF 454 da Air France, que saiu de Paris em 20 de fevereiro e chegou ao aeroporto Internacional de Guarulhos dia 21 de fevereiro. O caso foi notificado em 25 de fevereiro e confirmado no dia seguinte pelo Ministério da Saúde (MS).

Todos os passageiros deste voo serão monitorados. Da mesma forma, outras 30 pessoas que participaram de um almoço com o empresário e sua família. A quarentena é de 14 dias, pois o período de incubação é de duas semanas, com aparecimento de sintomas entre, no máximo, dez dias após o contato com um infectado. Conforme o MS, há outros 20 casos em investigação e 59 suspeitas já foram descartadas.

Nesta quinta-feira (26) portais de notícias brasileiros citam uma mulher no Japão que teve a confirmação de coronavírus pela 2ª vez. Nos Estados Unidos da América foi citado o avanço para ter vacina contra a doença e, ao mesmo tempo, uma pessoa teria testado positivo para a infecção sem ter viajado para fora do país ou ter estado em contato com pessoas que estiveram em locais onde circula o vírus.

O coronavírus causa infecções respiratórias brandas a moderadas de curta duração. Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus, algumas vezes, podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos, podendo progredir para infecções graves.

A preocupação inicial, conforme a infectologista Suzanne Pereira, era de evitar a entrada da doença no Brasil. Segundo ela, a transmissão é feita de pessoa a pessoa, mas ainda sem um entendimento preciso deste contágio. Outro fator é da forma que acomete as pessoas. Se o paciente contrair o vírus já em estágio avançado a chance de evoluir para um quadro mais grave é menor.

Contudo, se a infecção for por um coronavírus em estágio inicial (de crescimento) seu avanço pode ser mais avassalador e levar o doente para um quadro clínico mais grave. De acordo com a infectologista não existe um medicamento específico para combater o vírus, apenas se tratam os sintomas. O agravamento é quando da necessidade de ventilação mecânica em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Nesse caso são poucas as vagas disponíveis nos hospitais da regional de Saúde de União da Vitória.

Disso a importância de um bloqueio eficiente e isolamento de possíveis contaminados. Ao passo que se indica evitar viagens para locais em que circula o vírus ou contato com pessoas que estiveram nestas regiões. Por outro lado, especialistas já veem como eminente a chance do coronavírus se espalhar no Brasil e infectar pessoas. Havendo necessidade de monitoramento e seguimento aos protocolos estabelecidos pela OMS.

Sidnei Muran

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