Jornal de São Mateus do Sul (PR) e região

Mosaico retratará a Usina do Xisto e a luta dos petroleiros

Foto e informações: www.sindipetroprsc.org.br

Começou nesta segunda-feira (18) e prossegue até a próxima sexta-feira (22) a produção de um painel em mosaico que retratará a Usina do Xisto, sua importância para São Mateus do Sul e a mais longa greve dos petroleiros da unidade, que recentemente completou um ano.

A confecção ocorre na Praça Nossa Senhora da Conceição, mais conhecida como Praça da Igreja, em São Mateus do Sul. O artista responsável é Javier Guerrero Meza, mosaicista equatoriano, neto de José Enrique Guerrero, conhecido como El Pintor de Quito.

O trabalho é aberto ao público e todos os interessados em conhecer a técnica, o artista e até mesmo contribuir com a produção do painel pode visitar a barraca instalada na Praça, que funcionará das 9h às 19h.

Artista Guerrero 

Javier Guerrero é um parceiro de longa data do Sindipetro. Realizou um trabalho de formação de mosaicistas no Assentamento do MST na Lapa, durante a 1ª PlenaFUP, onde foi construído um belo painel que ilustra a união entre trabalhadores do campo e da cidade. Mais tarde os aprendizes desenvolveram um painel na frente da Regional do Sindipetro em São Mateus do Sul.

Entre o final do ano passado e o começo de 2017, Guerrero ministrou um curso de mosaico para petroleiros e seus familiares na Sede do Sindipetro, em Curitiba. Como conclusão do curso foram produzidos três grandes painéis que contam a história do petróleo no Brasil, em exposição na Sede.

Greve de 2016

A greve de 2016 na SIX durou 45 dias ininterruptos, de 01 de setembro a 15 de outubro. O motivo foi a imposição por parte da Petrobrás da redução da jornada de trabalho dos trabalhadores em regime de turno, de 8h para 6h. Tal medida traria graves prejuízos ao convívio social e familiar dos trabalhadores.

Antes da tentativa de redução, a jornada de oito horas significava um ciclo mensal de 18 dias de trabalho e 12 de folga. A determinação da empresa representaria 24 dias de trabalho e apenas seis dias de folga. Os trabalhadores da SIX teriam um final de semana completo apenas nas suas férias. Além disso, sofreriam uma redução salarial aproximada de 25% em decorrência da perda do adicional de HRA (Hora Repouso e Alimentação).

Enquanto a Petrobras apostava no enfraquecimento do movimento com o passar do tempo, a cada dia de greve a resistência dos petroleiros da SIX crescia mais e mais. Uma luta difícil e desgastante que foi parar nos tribunais. Mesmo assim, a greve continuava. Foram 45 dias de luta até que a empresa foi obrigada a retomar a jornada de turno de oito horas. Vitória da luta, da resistência e da organização dos petroleiros da Usina do Xisto.

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